Sábado, Julho 04, 2009
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Twitter zone
Terça-feira, Junho 30, 2009
Sábado, Junho 27, 2009
Michael Jackson
Sábado, Maio 16, 2009
Aniversário 5 anos
Quinta-feira, Março 12, 2009
Transparência ou a falta dela - Leiam os contratos! (graduação tecnológica ou curso superior sequencial?)
A faculdade Objetivo de Goiânia - GO tirou de seu site (http://www.objetivo-go.com.br) as opções entre tecnológico e sequencial de seus cursos, deixando apenas o nome destes (pesquisado no dia 11 de março de 2009). Antes havia as opções logo em frente de cada curso, ex.: Gestão Empresarial (Tecnológico), Gestão Empresarial (Sequencial). Talvez para deixar o site mais limpo e organizado, nunca se sabe... mas uma coisa é certa: os desavisados, aqueles que não lêem as entrelinhas, os contratos, são ligeiramente induzidos a ingressarem em um curso que não atende a suas necessidades, pois existe o contrato ali em silêncio, esperando a sua curiosidade e precaução; e com respaldo na lei, se você não leu, o problema é seu - até rima. Dica 1: toda vez que você se deparar com um contrato em mãos, por mais extenso que seja, procure um assento debaixo de uma sombra, se não encontrar nada pra se sentar, escore-se numa parede e leia aquilo como se fosse um livro muito interessante.
Mais uma vez, pra não deixar brecha aos revoltados sem razão ou a futuros processos na justiça, a faculdade Objetivo dispõe de uma informação estrategicamente guardada para apenas os que "fuçam", os que se resguardam, os que não confiam em ninguém, os que buscam os seus direitos.
Segue informação:
"13. Alunos de Cursos Tecnológicos e Seqüenciais podem ter acesso a Concursos Públicos?
R. SIM. Os diplomas de Cursos Seqüenciais de formação específica capacitam seus portadores a participar de concursos públicos nos quais o edital indique como exigência à posse de “diploma de nível superior”, sem exigência de graduação (parte dos Concursos não faz esse tipo de exigência). Os alunos de Cursos Tecnológicos podem ter acesso a qualquer concurso público aberto para suas áreas de formação (superior de graduação). "
Eu gostei do "parte" dos concursos não faz esse tipo de exigência. Parte. Resumindo: o curso sequencial é ideal apenas aos que precisam basicamente incluir um curso superior no currículo por motivo pessoal ou tentar uma colocação no mercado de trabalho. Para os que querem deixar aberta a possibilidade de uma futura pós-graduação ou outro tipo de especialização, ainda podem ser surpreendidos com a não aceitação de seu diploma, como citado no próprio portal do MEC: "Cabe ressaltar que, embora a regulamentação permita o ingresso de diplomados em cursos seqüenciais na pós-graduação lato sensu, as instituições têm autonomia para definir os critérios de seleção de seus alunos de pós-graduação, podendo incluir exigências específicas de acordo com o perfil do curso proposto". E para os que buscam concurso público, é extremamente LIMITANTE e FRUSTRANTE a idéia de no final de 2 anos, ler o tão raro e sonhado edital de concurso público e encontrar a seguinte exigência: "graduação". Aí, meu amigo, é só começando de novo, do zero. Então, o jeito é fazer o certo o quanto antes. Dica 2: Curso tecnológico é curso de graduação, permite pós graduações lato sensu (Especialização e MBA) ou stricto sensu (Mestrado e Doutorado), e caso a exigência do concurso seja de nível superior e/ou graduação, o formado em cursos tecnológicos está apto a prestar o concurso. Com a exceção de solicitação específica da formação em licenciatura e/ou bacharelado (concursos pra quem deseja lecionar ou algo neste sentido).
Elisandro.
Ex-aluno da Faculdade Objetivo de Goiânia - Go.
INFORMAÇÕES OFICIAIS NO PORTAL DO MEC, LINKS LOGO ABAIXO:
> Cursos Seqüenciais
http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=category§ionid=3&id=103&Itemid=295
> Os Cursos Seqüenciais em relação aos Cursos de Pós-Graduação
http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=685&Itemid=295
> Os Cursos Seqüenciais em relação a Concursos Públicos
http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=686&Itemid=295
-----------------------------------------------------------------------------------------------
> CURSOS TECNOLÓGICOS (informações completas)
http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=com_content&task=view&id=842&Itemid=549
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Lobista?
"Lobista é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que exerça, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, qualquer atividade tendente a influenciar o processo legislativo ou a tomada de decisões públicas”
Só isso.
Quarta-feira, Janeiro 07, 2009
kualidade em sirvissu
Segunda-feira, Dezembro 29, 2008
Radiohead Brasil
Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
THE MONEY SHOT
Fiquei feliz em ter uma foto minha veiculada no curta metragem americano "The money shot", dirigido pelo estudante de cinema Jason Eberly da Universidade de Huntington - Indiana - Estados Unidos. O curta tem duração de 13 minutos e basicamente conta a história de um fotógrafo que acaba se envolvendo em um plano arriscado de espionagem ao aceitar uma proposta anônima. A foto aparece em destaque na parte "1:59 min" e espalhada entre outras na parte "2:16 min". Segue abaixo imagem da cena e logo depois o curta. É isso. Só pra ficar registrado. Fui.Print Screen da cena:

Curta metragem:
The Money Shot from Jason Eberly.
Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Terça-feira, Dezembro 09, 2008
Já era o moleque pidão
Segunda-feira, Novembro 17, 2008
Será que eu ronco?
Quarta-feira, Novembro 05, 2008
Íntegra da carta de Lula a Barack Obama
“Em nome do povo brasileiro e no meu próprio, felicito-o por sua eleição para Presidente dos Estados Unidos da América. Sua vitória representa um momento de superação histórica para os Estados Unidos, que provam mais uma vez a capacidade transformadora de sua democracia e de sua sociedade. Vossa Excelência soube transmitir visão de futuro, capacidade de liderança e a certeza de que a esperança é mais forte do que o medo. Sua escolha pelo povo norte-americano se dá em momento particularmente favorável das relações Brasil - Estados Unidos. Ocorre, também, em conjuntura de desafios complexos para a ordem internacional intensificados pela gravidade da crise financeira que afeta diretamente milhões de pessoas em todo o mundo. Estou certo de que, sob a liderança de Vossa Excelência, os Estados Unidos responderão a esses desafios inspirados pela “intensa urgência do agora” demandada por Martin Luther King. Estou seguro, ademais, de que os Estados Unidos e o Brasil continuarão a melhorar nosso excelente relacionamento, que é guiado por respeito mútuo, por laços históricos e por valores e objetivos comuns”.
Brasília – DF, 05 de novembro de 2008
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Lobão e sua sinceridade estupidamente idiota
Estava eu lendo um site de notícias e me deparei com uma babaquice boçal vinda de um quase ídolo meu. Perguntaram ao Lobão o que ele achou quando João Gilberto gravou sua música “Me chama”, e ele disse: “Todo mundo daria a ***** para ter uma música gravada pelo João Gilberto, mas eu respondi: ‘Quero que ele se ****, acho ele um chato de galocha’. Depois eu soube que ele ficou ofendidíssimo, mas odeio essa sacralização da Bossa Nova, acho isso uma *****, uma coisa jeca, sem tesão.”
Eu nunca tive nada contra o Lobão, mas tem hora que "neguim" estrapola. Respeito - definitivamente é uma palavra que não faz parte, ou não fez parte dessa declaração infeliz do cara. Opinião é uma coisa, ignorância, arrogância e afins são detalhes bem diferentes. Bom, só uma opinião... e claro, talvez, e só talvez, tão ignorante quanto a dele.
Sexta-feira, Outubro 24, 2008
As fases e o que fica
Segunda-feira, Setembro 01, 2008
Suor e pé na estrada
Quinta-feira, Julho 31, 2008
MUSE Brasil!!!
Domingo, Junho 29, 2008
Lei seca
Sexta-feira, Maio 30, 2008
Sábado, Maio 24, 2008
Domingo, Abril 20, 2008
Domingo, Março 23, 2008
Toda vez que não tenho o que dizer
Sexta-feira, Março 07, 2008
Faith No More - Take This Bottle
I can wait for you
Far away, I'll treat you better
Better than down here
Because I've done wrong
And I'm a little afraid
And I ain't to strong
And this ain't easy to say:
Take this bottle
Take this bottle
And just walk away, the both of you
And let me feel the pain, I've done to you
I can hope we'll be together
With a better roof over our heads
I can hope the stormy weather
It passes on, it passes on
But I've hoped too long
Hoped for me to change
And that hope is gone
So listen to what I say:
Take this bottle
Take this bottle
And just walk away, the both of you
And let me feel the pain, I've done to you
I can wait to love in heaven
I can wait for you
Take this bottle
And just walk away
Take this bottle
And just walk away
Take this bottle (You've gotta take it away)
Take this bottle (You've gotta take it away)
And just walk away, the both of you
And let me feel the pain, I've done to you
I can wait to love in heaven (You've gotta take it away)
I can wait for you (You've gotta take it away)
Take this bottle
And just walk away
Take this bottle
Quinta-feira, Março 06, 2008
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
No more palito de dente
Atenciosamente,
Garoto enxaqueca.
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
Ortografia mudou em janeiro de 2008
"A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste - terão a ortografia unificada.
O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.
Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008:
- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo";
- mudam-se as normas para o uso do hífen;
- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem";
- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos";
- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio;
- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y";
- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição);
- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia;
- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". O
certo será ação, ato, adoção e batismo;
- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido";
- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus;"
Fonte: Banco de Dados da Língua Portuguesa - FFCLH USP (2007), Revista Isto É, Folha de São Paulo, Agência Lusa.
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Uma homenagem à hipocrisia
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Um descanso na loucura
(Guimarães Rosa)
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Bom dia por telefone...
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Começando de novo
Sábado, Dezembro 22, 2007
O rosto
Domingo, Novembro 11, 2007
Definição parcial de Rock n' roll
Domingo, Outubro 21, 2007
Muda de assunto
- E o Kiko tem com isso? E-O-KI-KO?
- Nada, só tô te dizendo isso porque reputação é tudo.
- Mais alguma coisa?
Sábado, Outubro 20, 2007
Bebi de novo e preciso dizer que estou emocionado
Domingo, Outubro 14, 2007
Existência
Erich Fromm
Domingo, Setembro 16, 2007
Véspera de domingo
Domingo, Setembro 09, 2007
continua...
Sábado, Agosto 18, 2007
Quarta-feira, Julho 25, 2007
Projeto trem-bala entre Rio e São Paulo
Ler +
Seria uma ótima alternativa pra acabar ou ao menos aliviar o caos nos aeroportos de São Paulo (principalmente de Congonhas), que com o efeito dominó acaba afetando o país inteiro. A idéia do trem-bala é um sinal de fumaça na evolução do país. Espero que esse projeto dê certo. Ah, aproveitando o gancho, não sei se vocês viram, mas um casal foi retirado de um vôo da Tam em Recife por fazer piadinha irônica sobre os freios da aeronave. Bom, diante da atual circunstância, eu no lugar do comandante provavelmente teria cometido o mesmo ato de intolerância ao exigir a retirada do casal. Decisão extremamente enérgica, mas é o tipo de provocação desagradável, inconveniente e infeliz depois de tamanha tragédia.
Terça-feira, Julho 03, 2007
O tempo que se consome
Domingo, Junho 17, 2007
A origem do nosso conceito de conhecimento
Excertos de A Gaia Ciência
(Friedrich Nietzsche)
Segunda-feira, Junho 04, 2007
loaded e-zine
Leia:

Ouça: http://www.loaded-e-zine.com
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Sexta-feira, Abril 27, 2007
Verdades e mentiras de uma felicidade subjetiva
Felicidade também é chorar de alegria e rir de tristezas que um dia passam, pois essas não podem ficar por aqui. É entender que quando acontece o bem ou o mal, está tudo bem, a gente sempre tem que dar um jeito mesmo, não é? A felicidade é o nosso maior bem de consumo! A nossa melhor herança. O melhor de tudo isso é que sempre acabamos descobrindo uma forma personalizada de gerar essa química dentro de nós.
E os amigos? É muito bom ter nossos amigos. Talvez isso seja tudo. Sem eles, nada. Ter aquele pessoal que te dá um apoio moral quando aparece algum louco e infeliz tentando te reduzir ao que sobrou dele. Ninguém é feliz sozinho nesse mundo cheio de vida e morte. E vamos passar por tudo isso. Vida e morte. Começo e fim. Relacionamentos... E o meio termo de todo este roteiro é o presente, isso, o presente momento. Esta fração de segundos em que piscamos os olhos. A isto podemos dar o nome de presente. Lembramos o passado, vivemos o presente e pensamos o futuro de toda a nossa vida. Uma possibilidade gigante de explorarmos tudo que temos direito ou de conquistarmos todo o direito de experimentar o resultado de nossos esforços.
O mundo acaba em pessoas. Nós também acabamos nelas, dentro ou fora, perto ou longe. Algumas nos chegam à vida por um motivo, umas conquistamos e outras deixamos passar ou perdemos de vista por simples vacilo. Mas somos humanos no apagar das luzes, no sol nascendo em nossas caras amassadas, ou ainda na chuva que esconde a gente em casa, e disso sabemos bem. Claro, há as exceções. Exceções e exceções, dos mais apaixonados aos mais indiferentes, dos sérios aos indiscretos. Dos equilibristas tentando evitar a queda livre pra seguir em frente. Existe de tudo e de todos neste mundo. Tudo. E entender a complexidade deste todo é quase que enlouquecedor. É o copo vazio que sempre enchemos pra matar a sede, e depois enchemos de novo, e de novo, e de novo... A sede é temporária, a saciedade momentânea. Assim como essa tal de felicidade - a satisfação volúvel de nossas vontades insistentes. O nosso sol e chuva. A nossa história.
Quinta-feira, Abril 26, 2007
Anonimato
Quinta-feira, Abril 19, 2007
Aniversário do blog: 3 anos
São três anos, nem imaginava. E o tempo passa...
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Tila papai Noel!
Quinta-feira, Março 29, 2007
Coleção
Já contei todas as estrelas, não faltou uma.
Já contei todas as vezes em que fui e sou feliz.
E ando somando as outras em que me pego dando risada sozinho.
Tô fazendo coleção do que fica de bom. A gente vive fazendo
coleção. Minha coleção é de pessoas. As boas, as legais, as inteligentes, as úteis, as atrapalhadas, as alegres, as conselheiras, as pacientes, as que gostam da gente, as que a gente gosta, as que a gente sente amar do nosso jeito e as que sentem nos amar do jeito delas. Muita coisa não passa de sentimento. E a gente tenta guardar o que fica de melhor. Por vezes fica um ponto de interrogação pra trás, não tem como entender, mas passa, os dias vão passando e passa. É bom colecionar pessoas. As melhores. As melhores sempre ficam. De um jeito ou de outro.
A gente não esquece.
Sade - By Your Side
Segunda-feira, Março 26, 2007
Número 23
Abraço, só pra quebrar o clima.
Ps.: Eu sou do bem, viu!
Quinta-feira, Março 22, 2007
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.
De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir".
Los Hermanos - Sentimental
Sábado, Março 03, 2007
Mad About You
Bom proveito.
Hooverphonic - Mad About You
Domingo, Fevereiro 25, 2007
da janela de casa...
Já que não tenho o que dizer, estou postando esta foto que tirei da janela dos fundos aqui de casa pra colorir um pouco o blog. Gosto muito dessa foto! Essa libélula ficou ali parada no cabo da antena externa por horas. E depois da edição, esse cabo ficou parecendo mais um graveto, melhor que um cabo de antena, né não? É só clicar na foto pra visualizar o tamanho original.
www.flickr.com/photos/elisandroborges
Abraço!
Ouvindo: Muse - Uno
Terça-feira, Fevereiro 20, 2007
Traições de cinema
Sábado, Janeiro 27, 2007
Amor de tartaruga
Vou escrever essa estória de amor, amor de tartaruga, amor de 300 anos. Amor sem pressa, coisa que não acaba, mesmo que exista um fim. Contar com alguém pra sempre, mesmo que exista um fim. Amor de tartaruga. Demora a chegar, mas quando chega esquece de ir.
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Cueca autolimpante
Vejam com os seus próprios olhos: www.g1.globo.com
Sábado, Janeiro 06, 2007
Rabiscos tortos de um bêbado sem sentido
28/12/06 - 00:30.
Domingo, Dezembro 31, 2006
Tudo novo de novo
Que façamos muito dinheiro, pois com ele fica mais fácil tomar conta da saúde, além de nos proporcionar mais oportunidades de viver a vida da forma que bem entendemos. Continuam dizendo que a saúde vem em primeiro lugar, mas sem dinheiro fica difícil colocar algo no estômago que não seja terra ou lixo. Todos precisam de trabalho, seja por pura sobrevivência ou pra manter a sanidade mental. Não me refiro às donas-de-casa, pois muitas delas também contribuem muito em seus lares. Me refiro a todos que estão à procura de uma profisssão no mercado de trabalho, à procura de uma identidade social, aos que esquentam a bunda em cursinhos na intenção de conquistarem um lugar mais seguro nos empregos públicos. E que esses conquistem o que estão buscando.
Espero que cada um encontre o seu caminho. Da sua forma, ao seu tempo.
Um ótimo 2007! E se ele não for tão bom, a gente dá um jeito.
Quinta-feira, Dezembro 28, 2006
Realidade latente
registro: 28/12/06 - 00:30
Acho que continuo embriagado...
Anestesiado
Acho que ainda tô embriagado.
Sábado, Dezembro 09, 2006
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Palitando o dente
O cara tava ali sentado na calçada, olhando o tempo passar. Era só isso, não tinha ninguém na rua, nem uma baranga pra chamar de gostosa. Malcriado desde pequeno, ficava assobiando pra tudo quanto era bunda de mulher que se mexia em sua frente, do seu lado, por todos os ângulos. Vagabundo mesmo. Mas acabava que não comia ninguém e falava pra todo mundo que era o cara. E ria, ria muito das tosqueiras que comentava com o seu amigo mais tosco ainda. Essa era a diversão do cara. Ficar sentado na calçada, conversando bagaceira, palitando o dente e esperando o sol sumir, que depois tinha mais. A época de escola já tinha passado, e emprego que era bom nada. O pai cobria o resto, tava bom demais. Só que depois chegou sua hora de trampar, era assim que ele dizia, trampar. Percebeu que o trabalho era uma bosta, aí decidiu então prestar concurso. E o concurso? Essa parte ainda não chegou, mas vai chegar. Gente fina, o cara sempre foi muito gente fina. E o kiko tem cum isso? Não sei, era falta do que escrever.
Post saído do forno às 4:32am
Terça-feira, Outubro 24, 2006
O soluço de um lapso maior
Só que essa pessoa não é tão normal assim e acaba sucumbido aos instintos mais primitivos da ira e manda todo mundo tomar no redondo. Tem gente que quando ouve isso, abre uma skol. Então, pra certificar-se de que a mensagem chegará redonda ao besta quadrado, o sujeito brada aos ventos um belo vai-tomar-no-cú! Isso alivia a tensão. Sexo também. Meditação não, isso é papo pra boi dormir.
E eu desafio Dalai Lama! Ah, mas desafio!!! A sociedade tibetana que me perdoe, mas queria ver a silenciosa e sublime paz de um ser tão elevado espiritualmente durar em pleno Oriente Médio, com aquele tanto de bomba explodindo na cara de nego inocente. É difícil fugir da idéia de que o homem é produto do meio, ou que pelo menos muito disso seja verdade. Queria ver o poder da mente funcionar nessas horas. Mas não sejamos pessimistas, nós somos sim, responsáveis por esse miolo que carregamos durante a vida.
O que eu tava falando mesmo?
Post saído do forno às 4:25am
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
Barulho de vez em quando é bom
A gente passa uma borracha em cima de muita coisa e reescreve outras, e outras mais. A vida que se toca não é mais a mesma, nunca foi. A vida que se toca não recebe mais o mesmo trato ou destrato, ora tocada pra frente, ora estática, mas nunca pra trás, isso não pode ser nem cogitado, mas nunca se sabe. E a gente leva, empurra, brinca, se distrai com uma criança lambuzada de chocolate e pensa no porquê de tudo levar esse tempo todo pra acontecer. E olha que pensar demais é problema, velho. Pensar demais é problema.
Post saído do forno às 6:07pm
Sexta-feira, Setembro 29, 2006
Ao mesmo tempo
Snow Patrol – Chasing Cars
Post saído do forno à 1:58pm
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Ele tá lá sempre
The Wallflowers - Beautiful Side Of Somewhere
Post saído do forno às 3:00am
Terça-feira, Julho 04, 2006
Ser pessoa
Post saído do forno às 4:12am
Quarta-feira, Junho 07, 2006
Você tem todos os dentes?
Barriga? Bem, ela tá aqui, insiste em não usar cinto. Sinto muito, mas já cansei de insistir que cinto é tudo pra segurança, não é? Cuidar da barriga também é bom. É bom cuidar da gente. Das outras pessoas também. Das que estão aqui do nosso lado e das que não estão tão do lado, mas que ainda assim guardam sua devida importância. Às vezes esqueço disso. E quando lembro dá um nó na garganta...
Post saído do forno à 1:47pm
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Ritmo
Mais um pouco de música e conversa pra jogar fora e depois guardar de novo. A gente se vê por aí, a gente se vê por aqui e por telefone também. Mais conversa. Filme, shows alternativos e teatro no fim do mês. Hoje a gente fica por aqui, tomando chá quente e doce. Que mentira, a gente nunca toma chá, mas bem que podia. E pára de falar "a gente" toda hora. Sei lá, fala "nós" de vez em quando. Só pra mudar. Muda um pouco. O ritmo. É simples o ritmo, simples e tão bom. Repete por favor?
Post saído do forno às 18:25pm
Terça-feira, Abril 25, 2006
Feita pra isso
Post saído do forno às 11:58pm
Quarta-feira, Abril 19, 2006
Aniversário do blog
Post saído do forno às 10:25pm
Sábado, Abril 01, 2006
Primeiro de abril
Post saído do forno às 02:07am
Quarta-feira, Março 01, 2006
De cinzas não sobrou nem quarta
Post saído do forno às 05:58pm
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Atrase sua pressa!
E assim foi. Imagino que as pessoas que estiveram presentes no show puderam aproveitar bastante, lógico, considerando também todo o ambiente de muvuca que tomou conta de Copacabana. Numa boa, perdoem-me a ignorância, mas não faço idéia de como podem deduzir um milhão e meio de pessoas ali. É nada mais, nada menos que todos os habitantes de Goiânia inteira, imaginem todos, podem contar com a Dona Matilde do armazém também, sem discriminação, pensem apenas em meros números. Dá pra imaginar a cidade de Goiânia em massa numa praia do Rio de Janeiro? É muita gente, muita! E juro que não sonhava nessa possibilidade.
Era isso. Acabou o assunto. Uma hora a mais é sempre bem vinda. Uma hora a mais de vida. Uma hora a mais de qualquer coisa, qualquer vento ou alento, qualquer bobagem ao pé do ouvido, qualquer piada em boteco de esquina ou um picolé de groselha pra tingir a língua e adoçar o humor. O importante é sentir o gostinho do tempo. E abaixo uma musiquinha bem deliciosa pra começar a semana. Ai, ai... É programa de rádio isso aqui?
Post saído do forno às 05:20am
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Superman
Post saído do forno às 02:25am
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Campanha: onde está Sueli - o amor de Bigode?
Este é o Bigode. Não me perguntem o nome completo ou real dele que não vai ser possível resposta alguma. É o seguinte, esta é a campanha “Onde está Sueli – o amor de Bigode?”. Bigode trabalha como guardador de carros em frente à livraria chamada Argumento. Creio que seja no Rio de Janeiro. Li essa matéria no site do fantástico e vou aderir à idéia do então colunista Alberto Villas. Senhores brasileiros e senhoras brasileiras, façam como o próprio colunista bradou em suas linhas: “Brasileiros, uni-vos! Vamos colocar a sua fotografia nos coletivos, nos táxis, nas estações rodoviárias, nos aeroportos, no horário nobre da televisão”.É verdade, façamos pelo outro o que gostaríamos que fizessem por nós. Sueli, onde está você, querida? Apareça! Mostre sua cara para o mundo, ou simplesmente não mostre, mas vá ao encontro de Bigode – o cara que te ama tanto e infelizmente de uma forma ou de outra a deixou escapar por entre os dedos do destino. Sueli, apareça! Onde quer que você esteja, seja em Tupanci do Sul ou Uiramuta, São Miguel do Guaporé ou Riachão do Dantas; não importa onde, mas que apareça! Um homem que ama não é qualquer homem, é alguém muito especial por sinal! Se o Brasil agradece, imagina o que faria Bigode? Boa sorte Bigode!
Post saído do forno à 01:55am
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
Todo mundo tem um mundo
Pessoas são simbólicas, pedantes, simples ou eternas. Elas são fagulhas, fragrâncias, éter, brutalidade, arrogância, memórias vivas; claras, opacas, interessantes, flácidas, volúveis e incríveis. São malhadas, mirradas, plácidas ou agitadas. Elas carregam o código genético dentro de si. Dentro de si elas encontram-se ou perdem-se desesperadamente sem noção de onde pisar. Elas estragam, explodem e constroem. Vivem aprendendo os mesmos erros esquecendo dos acertos.
Fácil entender, difícil explicar o quanto é fácil. Por elas somos nós, e temos sido elas por nós quando em segundos não somos nada sem elas. Queria lembrar sempre do que existe, assim, disponível a todos. Fazer paz ou sexo, embriagar ou silenciar em oração. Queremos mais, desde que possamos ser mais gente, com a gente mesmo, com nós mesmos, e com alguém tão interessante quanto o nosso próprio umbigo.
Post saído do forno às 06:50am
Domingo, Janeiro 15, 2006
Fantasmas
Post saído do forno às 06:14am
Sábado, Janeiro 07, 2006
Bem-vindos à muamba e afins
Não sei por que, mas como morador do centrão há 20 anos, muitos desses centros lembram qualquer coisa dantesca por falta de outro vocabulário mais adequado. Onde há muamba, sempre existe uma muvuca, um aglomerado de pessoas se esbarrando umas nas outras, mães arrastando os pequenos-grandes-fedelhos berrando pelo brinquedinho eletrônico quase que o triplo do salário da própria; camelôs vendendo cds do “O Rappa” a um real e gritando ao mesmo tempo: “olha o raaaapa!” – é neguim correndo com caixa de papelão na mão, atropelando tudo... fazendo aquela farova pra fugir do fiscal. É o carro da pamonha com seu super merchandising: “olha a pamonha, olha a pamonha! Pamonha de sal, pamonha de doce, pamonha à moda, pamonha para todos os gostos, aqui, no carro de som”. Só falta agora aparecer o carro da maconha: “olha a maconha, olha a maconha; maconha prensada, maconha enrolada, maconha de menta, maconha para todos os gostos! Aqui, no carro de som”. É vendedor ambulante com a mão abarrotada de óculos de “grife” a cinco reais suando pra tentar liquidar o estoque da caixa que trouxe no lombo, e por aí vai.
O brasileiro e seus pulos; o brasileiro, aquele capaz de espremer dinheiro de uma laranja enquanto o dono do boteco da esquina consegue sobreviver vestido de Ronaldinho pra ver se dribla o leão da receita no fim do ano. Fora tantos “crochês” no comércio, cheques pré-datados, cheques sem gravidade – os voadores mesmo. É rebolando que o país ganha o pão. Alguns ou algumas ainda levam ao pé da letra e literalmente rebolam pra sentir o gosto do trigo. Falaram tanto de dinheiro na cueca, de Valerioduto, de subornos, da grande e previsível corja política e da indignação também de praxe por todos os cantos do país. Sabe, isso pode até ser talento, tamanho é o talento – duvidoso ou não – que até Deus estranha a criação.
Post saído do forno às 09:27am
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006
Um dia, sempre
Às vezes a gente perde muito tempo procurando a chave enquanto a porta sempre esteve aberta, ali, escancarada. Existe tanta coisa, até mulheres cheias de fetiches por caras que encaixam tranqüilamente um carro em balizas apertadas. Você gosta mais do primeiro dia do ano ou do último? Entre o último e o primeiro dia do ano, existe a passagem, a transformação, um ano virando o próximo e talvez a festa seja essa, nem para o primeiro, nem para o último, mas provavelmente pela passagem daquela ponte que divide dois anos – o velho e o novo.
E todo o processo acontece à meia noite, a passagem é à meia noite. E ela tem cor amarela, as luzes agora são todas amarelas piscando nos faróis. Não deixe os pés desprotegidos. O frio chega e eles também precisam de abrigo. O coração, tudo, todo o mundo, um dia, sempre.
Post saído do forno à 01:43am
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
Televisão
- Né espelho não, minha filha, é vidro.
- E como é que eles encolhem pra entrar nela?
...
Post saído do forno às 08:06am
Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
O oitavo coração
Post servido pelo padeiro às 02:59am
Terça-feira, Dezembro 27, 2005
Cau-bôi amigo
– Ô mané, né cau-bôi não, é cowboy!
– Não interessa, sua mãe me mostrou uma foto sua quando era pequeno com aquela botinha ortopédica. É por isso que você deve ser invocado com bota. Gosto é gosto. Fazer o quê, né?
– O problema é meu.
– É, realmente, e põe problema nisso! Problemão! Mental! Mentaaaaaaaal! Pelo menos você usa uma coisa útil. Olha o tamanho dessa fivela! Tudo isso é fome? Nunca vi neguim carregar prato de comida na cintura. Prato é apelido, isso é um caldeirão! Se o Luciano Huck te achar, cê tá feito, meu amigo! Feito bobo! Preocupa não, cê é cau-bôi, mas não tem culpa não. O importante é que amizade não tem preço, nem discriminação. Deixa eu cantar uma musiquinha pra você ficar calmo: “Ligues para mim um dia. Amigos para sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer das estações, nas horas tristes, nos momentos de prazer. Amigos para sempre! É o que nós iremos ser!!!”
espirrado por Banditi - o cachorro às 03:16am
Sexta-feira, Dezembro 23, 2005
Aquele ano novo de novo... um pouquinho melhor
O que importa é que os ponteiros continuam cumprindo o passo do tempo, o globo girando, as pessoas passando ou ficando em nossas vidas, e disso a gente deve tirar algum proveito, aprender ou desaprender, acertar nos hábitos. Pessoas... Elas fazem muita diferença sim. Por mais que o contato não seja tão freqüente, ninguém esquece um amigo de verdade. E amigos de verdade também somem por um tempo, mas sempre acabam aparecendo ao menos no final da novela. Aproveitando o post passado e o documentário assistido, como dizia Vinícius, “amigo a gente não faz, reconhece”.
E a vida é essa, uns casando, outros nascendo... não que casar seja sinônimo de morte, que isso! Casar deve ser bom, assim como ruim também, e a vantagem ou desvantagem é que a gente vai necessariamente ter aquela pessoa ali, ela é sua agora, pro que der, pro que não der ou vier, você guarda até o recibo, aliança brilhando no dedo e ainda ganha uma família novinha em folha de lambuja.
Espero boa sorte a todos, aos solteiros e casados, aos bebuns e aos santos (santo também precisa de muita sorte pra dar conta de tanta azucrinação do povo). Boa sorte a sorte, que ela tenha muita sorte pra deixar o nosso bolso sortudo, cheio e feliz... Bolso significa muita coisa também! Pode significar uma parte da roupa, de repente um porta-trocado, ou às vezes só um buraco pra esconder a mão na festa do amigo do primo do vizinho do conhecido da esquina ao lado, agrado típico de boa vizinhança.
No mais, o ano tá acabando, parabéns ano velho, você se foi, mas tirei umas fotinhas pra ficar na recordação. Os amigos continuam, e que fiquem por muito tempo, sem prazo de validade, e com aquele quinhão de tolerância pra garantir que tudo vai seguir em frente mesmo se houver um desentendimento ou outro. A satisfação é sempre nossa! Feliz natar, e aquele ano novo de novo! Só que melhor um pouquinho, né?
espirrado por Banditi - o cachorro às 04:00pm
Sábado, Dezembro 17, 2005
O mestre Vinícius
espirrado por Banditi - o cachorro às 02:45am
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Papai Noel
espirrado por Banditi - o cachorro às 03:47pm
Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
Nada não
espirrado por Banditi - o cachorro às 11:08pm
Domingo, Dezembro 04, 2005
O que as formigas fazem, mas ninguém vê...
espirrado por Banditi - o cachorro às 03:02am.
Quarta-feira, Novembro 30, 2005
Parece com chuva...
"I can tell you taste like the sky, 'cause you look like rain" - Morphine.
espirrado por Banditi - o cachorro às 04:42am.
Segunda-feira, Novembro 28, 2005
Dezembro de 83
espirrado por Banditi - o cachorro às 3:34pm.
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Sazon
Por mais cansado que eu esteja de falar sobre relacionamentos, ainda me resta uma discreta sobra esquecida no fundo da panela quase que enferrujada e abandonada nas profundezas daquele tão judiado armário – meu coração. O tempo vai passando e a gente ficando velho. Acho que é na velhice a melhor fase do amor, ou do comodismo, diga-se de passagem. Amar faz bem sim, não deixem de amar! E eu? Eu amo a minha cama. Amo!
Boa noite! Seja qual for a hora...
espirrado por Banditi - o cachorro às 04:56am.
Segunda-feira, Novembro 21, 2005
Casa nova!
Abraço por trás pra todo mundo!
espirrado por Banditi - o cachorro às 6:22am.
Sábado, Novembro 19, 2005
Cabecinha
Não sei onde pus o relógio, nem a cabeça. Acho que vou ter que dormir sem ela também. Me resta a intuição ou a sorte. Preciso do relógio, da hora certa. Cadê minha cabeça? Será que esqueci de tirar ela de lá?
Quarta-feira, Novembro 16, 2005
O velho e simples bom
Eu procurava entre as pessoas. Não sentia isso antes. E nem podia sentir, estava apegado demais às preocupações do mundo. E esse era o melhor tempo, o melhor horário, era a pausa, o minuto que faltava. Quero colecionar sentimentos bons, quero os indefinidos... indefinidos por não precisarem de rótulos específicos, a não ser o velho e simples bom, que acaba ficando melhor se a gente permite. Guardava cada estrofe, imagens e sons de toda sorte, de qualquer segundo sagrado que pudesse ser imortalizado. E os versos ficavam ali à nossa volta, simplesmente pairavam porque a noite estava lá, intacta, maravilhosa... do jeito que eu sempre quis.
Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Insanidade sexual
Ela gostava de gemer. Gemia por tudo. Safada como uma cadela no cio. Era o vento bater e ela virar os olhos. Não podia esbarrar em macho algum que enrubescia, não de vergonha, mas sim na vontade de se acabar em cima do primeiro matador. Queria ser arrebatada com força e raiva. Queria ela uma mão pesada em sua nuca puxando os cabelos e dizendo barbaridades ao pé do ouvido. Sua boca salivava e seus poros suavam a tara descontrolada de seus hormônios. Ela sentia tesão em andar de bicicleta com um shortinho colado na pele e assim apertando o banco entre as pernas sem disfarçar a nudez da delícia em seu rosto. Todos a queriam e ela queria a todos. Usava e depois descartava como um chiclete que perde o açúcar. Era a perdição em medidas prontas e exatas para o próximo crime. E esse era o seu maior delito sem culpas ou arrependimentos. Ela gemia por tudo... por tudo.
Ouça em alto e bom som: Massive Attack - Karmacoma
Seco e quebradiço
"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então vá em frente, pelo amor de Deus".
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
As barangas também amam
Seus olhos marejados de dor, me fazem pensar no amor. E sua pele nutrida de furinhos me lembram um queijo minas que papai trazia de Araxá. Como era bom encher o seu rostinho de coca-cola e sugar o restinho que sobrava nas pequenas crateras causadas pelas espinhas-monstro. Ai, baranga! Saudade de te ver correndo de braços abertos e flagrar as manchas de suor que ficavam expostas em seu vestido discreto, cor abacate. Sua graça, seu andar pesado e recheado de charme! É o começo! O começo de um amor sublime. O amor que supera a barreira da feiúra. Meu amor, não existe a feiúra em si, mas sim a proprietária da mesma. Ser dona de uma feiúra tão esplendida não é pra qualquer pessoa. É por isso que te amo, baranga! É porque sou egoísta demais e prefiro comer uma sardinha sozinho a ter que dividir uma lagosta. Vem me amar no mar! Vamos rolar na areia quente, quero ver você pelando, toda empanada, só pra mim. Sorria, sorria... Estarei aqui pra você, só pra você, minha baranga do agreste!
Quarta-feira, Novembro 02, 2005
Vamo iscrevê direito!
Eu num sei iscrevê direito, mas o priberam me ajuda! Esse é bão!
Terça-feira, Novembro 01, 2005
Estuprar o seu pudor
A vida tá passando rápido demais, não é? Te vejo amanhã, depois que tudo passar e ainda vou encontrar sua cara amassada me olhando fundo. Te vejo amanhã com aquele gosto amargo cheio de sede e com vontade de alguém sem saber quem, mas ainda com a vontade de te ver, ver quem é você. Vontade de qualquer coisa que seja você, vontade de entrar em você, de estuprar o seu pudor! De pegar onde você não deixa, assim, em público mesmo, foda-se! Te apertar contra a parede e não deixar outra alternativa. Vontade... Mas você não está aqui, só escrevo porque lembro. Quem é você? Eu não sei. A gente mal sabe da gente.
Ouça em alto e bom som: Placebo - Special k
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Puta querida
Querida puta,
É com muito carinho que venho lhe escrever estas palavras. Muito obrigado pelo colo, obrigado pelas aulas de filosofia, pelos porres e por todo o companheirismo. Obrigado por me tirar a virgindade aos tenros nove aninhos e me ensinar que o ponto G é pura bobagem, mentira das braba. Obrigado por me convencer a não me apaixonar assim tão à queima-roupa, isso aprendi ou pelo menos acho que aprendi com você, querida puta. O que acontece se eu me apaixonar, puta querida? Obrigado por me mostrar que toda mulher, no fundo é carente e precisa de palavras gentis, jantares em bons restaurantes, cinema, papo agradável e boa companhia, e que jamais posso chamá-las de puta, ainda que assim sejam na cama, e claro, é sempre muito bom ter uma puta safada na cama e uma mocinha segurando nossas mãos lá fora, e que elas sejam a mesma pessoa de preferência. Puta, eu sou seu fã! Vamos passear por aí, ler bons livros e conversar sobre relacionamento, o que acha? Mas por hoje é só. Desejo-lhe do fundo do meu calção, muita putaria, alegria e sabedoria! Tá vendo, como rima? Um beijo bem michê pra você, queridona!
Ouça em alto e bom som: Jem - Missing You
Terça-feira, Outubro 25, 2005
Folhas ao vento
Ela olha para o chão, amarra seu cadarço e continua. Olha pra rua e decide atravessar enquanto todos os carros passam, e assim ela faz, atravessa em meio a buzinas e pequenos arranhões. Chega em casa e toma todas as possíveis pílulas do armário que ali estavam escondidas de qualquer imprudência e deita à espera de um sono que a levasse pra outro lugar. Ela quer a morte, mas a morte não lhe quer. O mundo deixou de ter sentido no dia em que percebeu que era só uma criança num corpo de mulher. E as pessoas ao seu redor eram surdas, cegas e mal podiam sentir seu tormento mudo. Ela queria morrer, mas tinha medo da dor, do amor, medo de acordar sozinha, medo de ser um erro, medo de ter que se ver no espelho sem maquiagem, medo de mulher, medo do abandono. Ela se levanta e chega até a janela. Lá embaixo só folhas de outono deslizando ao vento, nada mais além do vento e das folhas - vazio ensurdecedor.
Ouça em alto e bom som: 311 - Beautiful Disaster
Sábado, Outubro 22, 2005
Só se for com você
Vamos brincar de cuidar um do outro? Vamos. E como é que se brinca disso? Eu não sei, isso é coisa de gente grande. E quando você crescer, vai casar comigo? É claro que sim. A gente só não casa agora porque não pode, a gente só pode brincar, casar é pra depois. A gente descobre o amor e é tudo o que importa no final, ou no início, ou no meio. Foi minha mãe que disse. E o seu pai vai deixar? Vai sim, mas ele disse que tem que tem que ser com você, só se for com você. A gente vai ter filhos? Lógico que vai! Por quê? Ah, só pra saber, porque deve levar um tempão pra encomendar um, num é? Sei não, e outra, não acredito em cegonha, não. Então de onde é que a gente veio?
Ouça em alto e bom som: The Devlins - Where are you tonight
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
O último pingo
Não adianta, o útimo pingo é sempre da Cueca!
Ouça em alto e bom som: Dresden Dolls - Missed Me
Segunda-feira, Outubro 17, 2005
Só quando tudo acabar
Quero ficar o dia e a noite inteira sem dormir. Porque tudo passa muito rápido e não quero mais perder nenhum segundo. O fim de semana chega e passa com uma pressa de deixar qualquer um sem entender. Essa pressa do fim de semana é a mesma pressa que a vida passa. E as pessoas se casam, têm filhos, se mudam pra outras cidades e às vezes mudam pra dentro de si mesmas e por lá ficam. O mesmo tio que você trocou aquela idéia ontem, pode nunca mais te ver de novo.
E a gente dorme. E acorda. Quando vê, muita coisa se transformou, sei lá, aquele amigo seu fodão que comia todas, resolve inverter os pólos, ou aquela vizinha fã do Judas Priest que do nada aparece pregando A Palavra e arrastando fiés pra mais nova igreja do bairro. Ou você mesmo, cabeludo um dia e careca no outro, porque os cabelos caíram.
Certezas, distâncias, dúvidas, farras, noites, bares... E claro, um cinema pra sonhar. E depois que você sonha, acorda de novo e vai. Continua, toma aquele café da manhã com a cara toda amassada, olha pra fora e segue. Mais um dia. Não quero dormir. Quero ver o dia amanhecer, quero ver o pôr do sol. Quero ver minhas sobrinhas crescerem, de repente até ter os meus próprios filhos. Não quero mais dormir. Pelo menos por enquanto. Dormir? Só quando tudo acabar.
Ouça em alto e bom som: Interpol - Take you on a cruise
Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Diários de Motocicleta
Trecho do filme Diários de Motocicleta:
“Escutei os pés descalços na lama, e vi os rostos emaciados de fome. Meu coração era como um pêndulo entre ela e a rua. Não sei com que força me livrei de seus olhos, me safei de seus braços. Ela ficou, afogando sua dor em lágrimas, atrás da janela e da chuva”.
Ouça em alto e bom som:
My Chemical Romance - The Gost of You
Quarta-feira, Outubro 05, 2005
Te faço outra vez
Pausa. Nada por aqui agora. Nada mesmo. A não ser um monte de interrogação sem início ou fim. Muita coisa muda de lugar, de temperatura, de forma, de interesse, e não pára. Amanhã você pisa em terra firme, uma hora em ovos. É seguro e confortável quando o medo te esquece. Era tudo tinta fresca e você queria fazer arte com esponjas e mãos. E o cheiro de tinta nova te dava vontade de comer patê de atum, que engraçado, não conheço ninguém assim. E você não existe, porque fui eu quem criou tudo, e arrumou, derrubou, quebrou, colou de novo...
Uma personagem pra me fazer rir, gozar, sonhar, acreditar e tentar de novo. Uma personagem sutilmente dependente de mim e ao mesmo tempo completamente livre pra ser o que pudesse ser e até o que quisesse. Me lembro quando você se escondeu na sacada e sem querer se apoiou no vaso que sua tia trouxe de Bombarral e foi inevitável. Dessa vez não tinha mais onde se esconder.
Mas vieram outros vasos. E outros... e outros tantos. Consigo ouvir os estalos até hoje. Agora você é uma mulher. Vi você crescer comigo, e sempre onde o peito bate mais forte. A minha melhor personagem, porque nunca abandona ou se deixa esquecer. Você não é como elas que se ferem e nunca mais se curam de seus cortes. Você perdoa e entende, se diverte com as chatices dos homens comuns e me faz chorar porque a barriga dói de tanto rir, ou me deixa sem graça quando a lágrima vem com soluço. Você não existe nesse mundo, meu amor, não existe mesmo. Só eu posso te ver e te ter. Só eu. Com esponjas e mãos, eu te faço outra vez aqui dentro.
Ouça em alto e bom som: Radiohead - Talk Show Host
Domingo, Outubro 02, 2005
Culhões
Eu não bebo, não fumo, não trepo... E outra, eu não preciso mentir. Não assisto televisão, não saio nas ruas e nem xingo a banda Calypso. Sou um cara legal, gosto de pisar em poodle sem querer e depois pedir desculpa pra dona do bichinho. Não sou preconceituoso, não discrimino ninguém, sou amigo de bandidos, polícia, puta, celebridade, pastores, cantores, vigias de carro, presidente da república e da Derci Gonçalves também. Sou uma gracinha, não falo mal de nada e nem de ninguém, nem caio no deslize de cometer pecado algum, aliás, pecado uma ova. Acho religião um cocô que gruda na sola do pé, e é muito chato conversar de religião ou política. Mas como já disse, sou uma gracinha e acho que a religião e a política moram na mesma vizinhança. Gosto de todo mundo, gosto de todos os tipos de pessoas. Amo todos os seres do céu e da terra! Humanos ou umanos, inteligentes ou indiotas. E um dia desses ainda vou segurar meus culhões de mão cheia em praça pública e gritar: Diretas já! E se eu for a algum show de heavy-metal, quando a música parar quero ser a primeira voz a bradar: Toca Raú!
Ouça em alto e bom som: Travis - The Fear
Domingo, Setembro 25, 2005
Sempre tão nosso
Sentamos à noite lá no quintal de casa naquelas cadeiras que reclinam, assim olhando pro céu e pensando na vida. Aos 7 anos de idade poderia não ser tão sério pensar no futuro, ou no que seríamos quando grandes. O que tínhamos ali era o bastante, porque a gente sabia sonhar com muita facilidade e voar era tão fácil, bastava imaginar. E ríamos como nunca. O mundo sempre tão nosso, sempre tão bonito e sem manchas. Era o nosso mundo e isso era tudo o que importava. E ainda importa.
Ouça em alto e bom som: Barfly - Thoughts I had in mind
Terça-feira, Setembro 20, 2005
Ininterrupto
Ela saiu correndo assim deixando tudo cair sem olhar pra trás e a chuva não parava de molhar o seu corpo tomado de suor e misturado ao choro sem tempo de ligar os fatos ou racionalizar sentimentos ao fugir apenas e ao correr desesperadamente porque quis se salvar e gritou por tudo e sentiu a distância em seu peito ao ter que ser forte mais uma vez e ao mesmo tempo sorrir pensando no futuro e também lembrar do que era contrário à sua vontade quando quis por um instante esquecer que tudo era pra ser como tinha que ser.
Ouça em alto e bom som:
Snow Patrol - Somewhere a clock is ticking
Quarta-feira, Setembro 14, 2005
Um pelo outro
Respondemos um pelo outro. Respondemos parte à sociedade, parte à família. Pelos porres, pelas noites mal dormidas e incrivelmente bem vividas. Respondemos pelos nossos atos, pelas gafes, pelos desencontros, ciúmes e gastos. Respondemos pela ambigüidade dessa amizade onde o parâmetro é praticamente nulo, respondemos, sim, com perguntas prontas e previsíveis. Pelas conversas sérias sobre planos de negócios, pela mudança que está por vir e por todas as diferenças.
Respondemos pelo cd emprestado que ficou pegando poeira na gaveta, pela meia deixada no meio da sala, pela toalha de sempre molhada em cima da cama - e o que isso tem a ver? Sei lá - respondemos pela liberdade de se ter um nariz e poder dizer que é nosso, pela descoberta nua da intimidade a dois. Pela destruição no McDonalds depois do regime prometido e constantemente adiado. Somos responsáveis pela compreensão míope, é verdade, por um minuto de descuido desviamos um do outro e quase nos perdemos. Somos também responsáveis pela hipocrisia tão evitada teoricamente e praticada na despretensão do inconsciente, e se mesmo sabendo disso não admitirmos, seremos hipócritas por duas vezes ou mais. E o pior é que já fui. Seu hipócrita!
Somos responsáveis por tudo isso. Responsáveis por satisfações razoáveis que possam ao menos preencher parte do vazio temporário da curiosidade alheia e ainda ter a coragem de dizer que não devemos nada a ninguém - mas eu tento, eu juro que tento não dar satisfações ao mundo. Somos a estranheza de ser e a falta de regras bem ditadas. Somos cores básicas e músicas parecidas em nossos carros velhos, sujos e vermelhos. Plagiamos palavras carinhosas pra tratar um do outro e lutamos pra provar o respeito. Respondemos um pelo outro. Sim, respondemos. Um tanto quanto, um pelo outro.
Ouça em alto e bom som: Stereophonics - Mr. Writer
Domingo, Agosto 21, 2005
As maiores de todas as boas ilusões
São um monte de coisas, coisas que trazem os melhores pedaços, as maiores de todas as boas ilusões. Temos essas boas ilusões. É bom, sim, é bom viver das boas ilusões, elas sempre ajudam a viver melhor, percebi isso. Percebi que é perfeito tudo que possa reunir pessoas com interesses em comum. Mas também sei que as pessoas alheias ao nosso mundo também são de alguma valia. São tantos os jeitos de se gravar o que se importa, o que é bom... Nunca valeu à pena qualquer desentendimento ou troca de desamores. Engraçado, não sei por que, mas voltei a pensar sobre o amor. Jamais fui o cara de fazer amorzinho. Parece que trepar sempre foi muito mais interessante pra mim, mesmo sob o torpor de um amor recente. Nunca fiz amorzinho. Não me venha com pudores, até o word quis consertar o meu “trepar”. Veio me dizer que trepar é um ato de plebeísmo e que eu não deveria usar palavras de baixo calão em meus textos. Sem problemas, eu desconsidero a deixa, mas amorzinho, por favor, fazer amorzinho não. Tudo bem, já rasguei o verbo, mas essa não é a intenção. A intenção é entender as boas ilusões. A intenção é lavar a alma com a vida extraída de seu melhor ângulo, ainda que relativo ou divergente. Por isso temos os afins. As pessoas, coisas, gostos, costumes... Que bom. Sobram as escolhas, então.
Ouça em alto e bom som: Cowboy Junkies - Sweet Jane
Terça-feira, Agosto 09, 2005
Iguarias humanas, moralismo e mentiras gratuitas
Descobri que a fidelidade é uma ficção. O sexo, sim, o sexo... O relacionamento entre duas pessoas é uma prisão possivelmente voluntária, é restrição, dedicação e confinamento mútuo com intenções de bem-estar. É uma arte torta, com tintas aleatórias à nossa disposição. Os tabus são as rédeas do nosso passado. Ah, os tabus... As opiniões são divergentes, mas às vezes esbarram na unanimidade. E unanimidade me lembra massa. A massa não costuma pensar, a massa geralmente acata o que já foi pensado.
Fidelidade? Qual? Os que desejam uma só pessoa, no fundo se reprimem, se reprimem em nome da boa imagem, em nome do suposto respeito. Acho que eu sempre fui esse passado, será que me resta alguma mudança? Talvez seja estranho amar alguém e comer todas as iguarias humanas que te fazem salivar, mas essa é uma realidade abafada por muitos. Don Juan faria, claro, como já foi citado por ai, correto? E isso parece prático agora, amar uma e comer todas... Aliás, amar é coisa rara, raríssima, diga-se de passagem. Esse é o perfil de muitos homens e de mulheres também, elas, justamente as mais corretas e metódicas, quem diria? Temos muito moralismo pra pouca atitude. Na verdade, muito falso moralismo regrado de mentiras gratuitas.
Todos querem diversão, querem muito mais, e isso também é vital. Outros falam de responsabilidade, planos, filhos e um teto pra guardar a cumplicidade... E no fim das contas, lá dentro todos são vazios e cada um sabe ou ao menos busca a melhor forma de preencher a pieguice do vazio. – Pause – Agora, por favor, seja qual for a situação, não me peçam pra freqüentar suas igrejas, gosto e admiro boas amizades, mas dispenso as igrejas, não me levem a mal. Menciono igrejas porque alguns acreditam muito em regras e acham que lá terão mais chances de encontrar a pessoa certa. Eu desconsidero esse pensamento. O óbvio, pelo contrário, é difícil de ser enxergado e engana muita gente. A proibição do prazer sem compromisso só incita a curiosidade. E a curiosidade proibida é apenas mais um prato cheio a ser degustado mais tarde. Não adianta proibir. O desejo, ainda que sob influências, é livre, e só quem o sente pode decidir o que quer pra si. – Play – Encontrar a pessoa certa... Certa pra qual propósito? Casamento? Trepadas casuais? Amizade? Companheirismo? Afinal, o que é certo então? Certo ou errado, é regra demais pra minha cabeça.
Ouça em alto e bom som: Muse - Uno
Terça-feira, Julho 26, 2005
Hummm...
Sonho de valsa e uma água gelada depois. Hummm...
Ouça em alto e bom som: Tracy Chappman - Give Me One Reason
Domingo, Julho 24, 2005
A noite é um embrião
“A noite é um embrião, ainda nem virou criança”. Então, pra quê tanta pressa? Não existe pressa hoje, porque o tempo está garantido e o domingo vai amortecer qualquer queda. Quanta vida, hein? O sol voltou, o ar é mais leve... E o céu foi feito pra ser visto também. Eu só precisava dizer isso. Quero brincar com as cores e pintar as paredes, mas não se esqueça do jornal, que é pra proteger o chão. A vida é nossa por direito. O nosso dicionário também aceita novos ajustes, as palavras, frases e livros, aceitam novas interpretações.
Vamos ler a nossa história. Vamos começar a escrever de novo, por um outro ângulo, pelo melhor ângulo, pelo ângulo no qual nosso peito bate mais forte. Ouve só quanta música! Ouve só! Quanta gente! Quanta gente! E todos observam as pessoas inéditas que por ali passam, todos observam calados, tímidos, curiosos, interessados. Há sempre o melhor lugar e a melhor hora, o papo mais agradável e o sono ininterrupto. Há os que têm férias e os que fazem férias, os que vivem e os que descansam. Os dias serão iguais se você quiser, só se você quiser e permitir. Traz aquela caneca de alumínio, não sei por que, mas com ela o gosto fica mais geladinho. Eu quero beber dessa água com todo o gosto, quero com todo o gosto.
Ouça em alto e bom som:
Red Hot Chilli Peppers - Don't Forget Me
Quarta-feira, Julho 20, 2005
Dias perfeitos
Se eu soubesse que o dia seguinte seria o melhor da minha vida, eu nem iria conseguir dormir de tanta ansiedade. Eu levaria também pra esse dia, uma máquina fotográfica pra congelar os melhores minutos desse dia e faria um mural imortal, pra ficar na história que uma vez eu tive um dia perfeito, e que dias perfeitos são possíveis na medida que nossos olhos podem ver. Faria então, com que todos os outros dias pudessem ao menos parecer com aquele modelo que guardei com tanto carinho, o modelo que sonhei e que me faria acreditar que sonhos se realizam, mesmo que meu peito falhasse e a dor visitasse.
Ouça em alto e bom som:
Mundo Livre S/A - Seu Suor É o Melhor de Você
Terça-feira, Julho 19, 2005
Pirulêtas diagonais só pra surtar
Quero fazer xixi, tô apertado. Êpa, homem não faz xixi, homem mija. Ah, vai catá coquim! Eu quero assistir o show de calouros do Silvio Santos. Sabia que o Chico Anísio já foi jogador reserva do botafogo e que ele era nadador e sempre chegava em segundo lugar? Nunca ganhou em primeiro, sempre em segundo. Ah, ele também é compositor musical. E o Raul? Quem, o Gil? Já tenho um monte de fitas do Raul Gil. É legal, auto-astral, genial, fundamental! Olê mulé rendera, olé mulé renda, tu me ensina a fazê renda, que eu te ensino a namorá.
Ouça em alto e bom som: Mulé Rendera
Quinta-feira, Julho 14, 2005
Ai
Olha só essa voz esmagada que quase não consegue falar. Ela tá esmagada porque o coração anda apertado. Ele anda apertado, espremido, à eminência de uma claustrofobia. Ai, meu peito, ai, meu peito. Eu pensava que emoção tinha inteligência. Será?
Ouça em alto e bom som: Coldplay - In My Place
Sábado, Julho 09, 2005
Sala
Agora faz frio. Que milagre frio em Goiânia. Acho que a velhice chegou cedo por aqui. Em vez de querer sair pra tomar um vinho, a vontade que dá é ficar em casa quieto, me abrigando do frio, ouvindo música, lendo o que for. Não sei o que foi feito da minha vontade de querer sair, de ver pessoas. Não tenho vontade de ver ninguém. E quando vou ao cinema, é assim, à minha própria companhia. Tenho feito sala pra mim mesmo e percebo que essa foi uma opção. Que frio. Que vento frio.
Ouça em alto e bom som: Dido - Honestly Ok
Domingo, Junho 26, 2005
Dias de sol
Mesmo sós, no fundo somos de alguém por um tempo ou pro resto da vida. Somos, nem que seja vagamente, por um pouco, de leve, vez ou outra. Sempre existe ao menos um resquício de amor na vida de cada um. Você viaja, conhece pessoas, mas acaba que existe alguém que te faz a cabeça, por mais impossível que seja esse alguém, por mais que você queira fugir e se esconder. Quero continuar me escondendo do mundo ou de outros amores, sei que estou perdendo o juízo, se é que ainda existe algum por aqui. Preciso de tempo pra me curar, talvez seja uma porção, um espaço de tempo por si só.
Eu sei, me divirto, também tenho meus dias de sol, tenho bons e memoráveis acessos de riso, tenho meus dias de trégua e tequila. Tenho os dias de macarronada com os amigos, tenho o cansaço satisfatório pós-expediente. Tenho planos bobos, mas significantes para que minha vida siga adiante. Tenho os acordes que me fazem fechar os olhos e abrir a alma, tenho cinema e pipoca. Tenho frio e calor necessário. Tenho o barulhinho de neném-sobrinha pertinho de mim tentando balbuciar qualquer coisa. Tenho o descanso de domingo, o sábado à tarde, telefone e e-mail. Tenho saúde. Amor não é vão, amor não é em vão...
Ouça em alto e bom som: Papas da Língua - Um dia de sol
Quinta-feira, Junho 23, 2005
Homofobia
Você tem algo a dizer? Não. Você anda tão sem inspiração, o que foi que te aconteceu? E se a pergunta fosse: O que foi que não aconteceu? Seus sapatos estão todos gastos, pelo menos quase todos. E os livros que você não terminou de ler? E as pessoas que você parou de ver nesses últimos meses? E os e-mails que você não tem retornado? E os convites recusados? Me fala então o que é que te agrada na solidão. Ficar só te dá paz? Será que é isso que você precisa? Ficar só? Você não sente falta de ver gente?
Ouça em alto e bom som: Rita Ribeiro - Contra o tempo
Domingo, Junho 12, 2005
Tremor
Sei que se eu olhar pro nada e ele olhar pra mim, vou escutar esse espaço em branco me perguntar: Quem é você? E eu pergunto o mesmo: Quem é você, espaço em branco? E ele responde: Sou a sua dor latente que se esconde em você. Mas eu não te vejo, às vezes sinto algumas pontadas, certo, sinto, mas não me acerte mais, o gosto cansado de choros passados já me basta a memória. Já me basta o sabor de pedras engolidas. Nem o espaço em branco pode me enxergar mais, porque desapareci como efeito alfa em flash reduzido a zero. Eu volto já. Vc demora? Não, eu volto como sempre, mesmo que um pouco diferente, eu volto como sempre, sei que volto. O tremor abalou, mas eu volto mais forte. A gente precisa ser mais forte, pra viver melhor. Aprender também. E aprendo. Vou aprendendo... Vivi e sei, errei e vivi, morri algumas vezes e matei outras. Sonho paz. Quero agora.
Ouça em alto e bom som: Telegrama - Zeca Baleiro
Domingo, Junho 05, 2005
Torto
Alimentem-se do meu vício. Limpem a alma. Comam qualquer coisa. Engulam-se! Bebam o que houver de melhor ou qualquer coisa parecida. Vamos correr atrás do que nos é direito. Consertem a coluna, porra! E o pior é que continuo torto tentando olhar pra cima, só pra ver se encontro a lua. Eu sei que isso não faz sentido, eu sei. Onde está o controle? Qual controle? Ai, ai, ai...
Ouça em alto e bom som: System Of A Down - Highway Song
Domingo, Maio 29, 2005
Existencialismo
Escrevi atrás do meu currículo. Não tinha caderno ou outro pedaço de papel, tinha só esse currículo com as costas em branco. Assim como uma pasta pra apoiar no colo, e ali era a minha mesa. O cansaço e a gripe me deixaram mole. O computador deu pau, mas não estou somando prejuízos, é mais reflexão, só mais uma reflexão. Eu não sei dizer o que já foi dito, nem reler as mesmas coisas, apesar de ainda repetir pensamentos, os velhos de sempre. Eu já não sei mais o quanto pensei ou deixei de agir. A melancolia de certa forma me traz conforto. A alegria é energizante, o ódio é destrutivo e a felicidade... A felicidade é um jargão. Eu só quero ficar ali agora. Enquanto a chuva cai, eu quero ficar só deitado e deitado só. Trocando os sentidos em ordens desregradas e desconexas. Quero poder não pensar em nada, quero ser vazio por alguns minutos de reclusão. Só pra sentir o que é ser nulo. Nulo por mim mesmo, nulo pelos meus defeitos e qualidades. Nulo pra recomeçar e perceber o que significa uma nova existência.
Ouça em alto e bom som: Metallica - Some Kind of Monster
Domingo, Maio 15, 2005
Suscetivelmente passional
Se conheço o amor? Eu não sei responder, mas sinto o rastro que ele deixou, ou que eu, exatamente eu, possa ter deixado um dia passar. Converso com amigos, amigas, e vejo casais na rua se abraçando com propriedade. Amar é assim. Amar sozinho, amar a dois, a três, a mil, a quem for. É bonito dizer esse nome - amor -, e sentir é ainda melhor. Não sei o que escrever, só sei que amar... Amar várias pessoas e apaixonar-se por uma só, dos mais diversos e possíveis jeitos, também é uma forma de manifesto absoluto de um sentimento maior... Depois, tentar aprender a desaprender alguns hábitos. E não esquecer. Assumir uma vida nova, com novos planos, mesmo que confusos como essas linhas tortas. Ser adulto por horas necessárias e de vez em quando dizer um monte de bobagens em disparate. Sou só um pedaço de mim que busca equilíbrio agora. O outro lado é simplesmente manco... mudo e com uma leve surdez passional que me encerra em pensamento.
Ouça em alto e bom som: Eagle-Eye Cherry - The Strange
Domingo, Maio 08, 2005
Propulsão contínua
Agora acordo pelas manhãs e vejo que existe sol do lado de fora. E quero sempre que o trabalho seja a minha casa, e o conhecimento uma propulsão contínua.
Ouça em alto e bom som: B.B. King - Help The Poor
Domingo, Maio 01, 2005
Quando o mar acaba
... Quando busco, certo de que a demora tem um fim.
Sentado sobre os pés eu respiro silêncio.
E quem é que mora lá bem do outro lado?
Essa areia que me invade os pés, já me deixou histórias.
E eu me lembro bem daqui, como se fosse ontem.
Eu te encontro onde o mar acaba, como sempre, à espera.
Quando busco, certo de que a demora tem um fim.
Ouça em alto e bom som: Paulinho Moska
Quinta-feira, Abril 28, 2005
Uma só pessoa
... E se um dia me sentir, sentirei você também, porque somos a mesma pessoa, uma só pessoa.
Provoco uma reação e você olha através do que ainda não entende. Não precisamos distinguir nada nesse minuto. Não estou nos lugares mais óbvios, nem nos inusitados. Pensar acaba te confundindo, ao passo que decidir se torna uma urgência. A vida lhe impôs essas decisões e você acreditou estar orfão por algumas vezes, mas nunca esteve. Admita. E seus planos? Procurei na sua memória e me perdi no seu subconsciente turbulento. Sua meditação de dez minutos anda dispersante, e seu jeito de olhar pro nada, quando todos gritam ao seu redor, te guarda no tempo e o faz esquecer que os ponteiros giram. E de fato giram... Eu sou você, embora não tenha sua pele, seu pulmão... sua mente. Os ponteiros giram e continuo você. Sou sua intuição, sem manifestações físicas, sou o que há de real do mínimo que pode acreditar que sou. E você me faz de acordo com suas perspectivas, porque sou você. E se um dia me sentir, sentirei você também, porque somos a mesma pessoa, uma só pessoa. Olhe pra você mesmo e me verá. Acredita em Deus?
Ouça em alto e bom som: Morcheeba - Blindfold
Domingo, Abril 24, 2005
Descolore
... Porque descolore quando o pensamento não te encontra mais, descolore.
E quem é que vai discordar de olhos rasos, com esse soluço assim de perto, condensadamente perto, erro, e quebro as rotinas... De sua falta. Porque descolore quando o pensamento não te encontra mais, descolore. Descolore se um dia o tempo não te tem em paz, descolore.
Ouça em alto e bom som: Radiohead - High and Dry
Segunda-feira, Abril 18, 2005
Xinguem!
... Sinta-se à vontade, e xingue até perder a voz.
Após um grande sucesso de xingamentos no orkut, decidi lançar esse concurso aqui também. O vencedor vai ganhar como prêmio, uma caixa de pamonha*.Tem espaço pra todo mundo! Mesmo você que já xingou lá no orkut, venha xingar mais uma vez no meu recinto bloguístico. E você que ainda não xingou, sinta-se à vontade, e xingue até perder a voz. Aproveite que não é todo lugar que você pode fazer isso. Desde já, vá todo mundo tomar no kú! E um cuspe pra todos!
*Prêmio fictício, só pra pegar bobim.
Ouça em alto e bom som: Live - Run To The River
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Cumé que é?
... Isso aqui não é um diálogo?
Boa noite! Boa noite! Por favor, eu gostaria de falar com o responsável pelo blog. Bom, responsável eu não sei, mas o culpado sou eu. Certo, então me diz uma coisa: Cadê o travessão disso aqui? Cê tá falando com ele. Não, idiota! Eu tô falando daquele traço que você põe antes de começar um diálogo. Isso aqui não é um diálogo? Pode ser, e pode não ser. E você acha isso bonito? Acho legalzim. Então tá, o blog é seu, escreve o que cê quisé, do jeito que você quisé, faça bom proveito! Eu só tou falando isso porque quando você não coloca travessão, não dá pra saber direito quem é que está falando. Sério? É claro! Ah, mas tá bom. Cumé que é? Preocupa com o meu blog não, você aceita um café? Não, obrigado, eu só tomo Toddy. Você é doido! Quem, eu?
Ouça em alto e bom som: System of a down - Spiders
Segunda-feira, Abril 11, 2005
Letárgico
... Amor eterno é só uma imposição da nossa vontade mais frustrada de querer ser pra sempre.
Sonhar em vão é triste. Amar é triste e doloroso, e sempre tem um ponto final te esperando. Amor eterno é só uma imposição da nossa vontade mais frustrada de querer ser pra sempre. Amor eterno é morte lenta. E não quero me matar assim lentamente... Amar alguém é matar-se em doses pequenas e discretas, porque em algum momento algo vai morrer. O único amor saudável é o da amizade, da amizade simples e verdadeira. E onde existe paixão, existe morte inerente. A paixão consome, suga e destrói depois que passa esse torpor. É uma droga que te vicia. Ela chega e te atrai, quando você menos vê, já está dentro e não consegue mais sair. Dái, é esperar a dor chegar logo que a fantasia do começo for embora. E ela vai. Espera, que ela vai. Mas a gente, no fundo, de alguma forma precisa dessa dor, e se entrega um dia. Perde o sentido e se fere mais uma vez. Só que eu não quero precisar dessa dor. Não quero. Aqui dentro congela e assim me anestesia o peito. Quero ficar em estado letárgico até o fim. E uma hora o fim chega. Ele sempre chega. Isso sim, eu posso garantir. O fim é certo. Ainda assim, vou me enganar e tentar esquecer que ele existe. O fim é paciente, porque sabe que é certo e certeiro, quando a habilidade que nos cabe por aqui é exatamente essa - desviar-se do fim enquanto se pode. E amigos são ótimos paliativos nesse mérito. A vida passa. Que passe bem acompanhada então, no meu caso, de boas amizades, espero.
Ouça em alto e bom som: Muse - New Born
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Frente e verso
... Apesar do isolamento que me reservo em horas longas, sei que crescer sozinho não é tão vigoroso quanto ter pessoas valiosas ao seu lado pra te dar uma força.
Não tenho sono. Fico pensando em tantas coisas que acabo virando a noite em claro. Me pego imaginando se essas tantas coisas estariam também pensando em mim. Bobagem. Quero durar o tempo que for preciso, quero que essa vida seja vasta. Não quero ter posse sobre as pessoas, nem controle de suas vidas. Sei que isso eu nunca teria e vou me desvinculando dessa sensação ilusória. Preciso respeitar as fraquezas e necessidades de cada um. Preciso parar de supervalorizar minhas dores, pois boa parte do tempo, sou eu quem as procura. Quem sabe eu paro de ficar bombardeando minha resistência psicológica em campos minados, porque as proporções do estrago certamente serão incalculáveis. Quero agradecer a todos que passam ou que ficam em minha vida, por motivo maior ou de livre e espontânea vontade. Quero aceitar o mundo daqueles que não entendo, sem ter que esperar que os mesmos me aceitem ou sequer me entendam. Chega de querer que o universo goste de mim da mesma forma que eu gosto dele. Sei que a vida é mais fácil para uns, enquanto torturante para outros, e que essa balança nem sempre é justa; mas não quero discutir o que é subjetivo, tampouco me perder entre o certo e o errado ou entre o bem e o mal. Desejo poder reconhecer a mim mesmo durante essas décadas que por mim continuam passando e depois de tudo que tenho feito. Quero conseguir enxergar um saldo positivo em cada etapa. Apesar do isolamento que me reservo em horas longas, sei que crescer sozinho não é tão vigoroso quanto ter pessoas valiosas ao seu lado pra te dar uma força. Quero deixar que todos tenham o seu próprio tempo, e mesmo se sumirem de mim por um período extenso, que eu lembre das vezes que também sumi ao longo desses anos, de pessoas cruciais na minha existência. Que meus pedidos não soem como ordens e que eu não me sinta ofendido se um dia tiver que obedecer uma ou outra. E por fim, que eu evite climas hostis e saiba perceber o valor, pelo mínimo que seja, de qualquer ser que assim possa ser identificado como humano. Essas foram e têm sido páginas lidas de frente e verso, são páginas que, independente da densidade do teor, ficarão arquivadas para novos ajustes, e que esses, definitivamente, me levem pra frente de uma forma ou de outra.
Ouça em alto e bom som: Live - Lightning Crashes
Quinta-feira, Abril 07, 2005
Baratinhas cupertinas
... Baratinha quando nasce, esparrama a criação.
Baratas são um inferno! Baratinha quando nasce, esparrama a criação. Quem é que disse que a besta é um capetão? Mentira! A besta é a própria barata! Viu Carine! O mal do século não é o relacionamento! O mal do século são as baratas cupertinas! Elas quando chegam, infestam tudo quanto é canto da casa, principalmente onde existe pão! Meu prato mais nobre! Odio abrir o armário e ver as safadas correndo sem rumo tentando achar um buraco! Por que elas não se enfiam então no próprio cubículo? Eu já disse que não falo palavrão nesse blog e muito menos faço baixaria. Mas quero ver o pai-d'égua que vai me impedir de achar o ninho dessa PORRA! Nunca! Não, olha só, e quando elas atingem a meia-idade? Tem dó! Vira aquela festa de barata-velha-tarada voando pela casa, doida pra achar um baratão pra dar! Vai dar em outra ninhada, carái! Bucéfalas (ainda vou pagar royalty por usar essa palavra). Não quero nem saber! E eu que tinha dó de matar barata! Eu achava que era um ser vivo. Ser vivo o cacete! O meu ideal de vida agora é matar barata! Mata barata, mata rato, mata tuuuudo! Nuuussa! Não sei porquê, mas me deu uma vontade de comer pamonha! Olha a pamôôôôônha! Pamonha de sal, pamonha de doce, pamonha à moda, pamonha quatro-queijo, cinco-queijo, seis-queijo, quem dá mais? Quem dá mais? Olha a pamôôôôônha! Acho que esse negócio de barata tá me deixando doido! Áfe!
Ouça em alto e bom som: Papa Roach - Infest
Terça-feira, Abril 05, 2005
Ironia jamais agressiva
... Sua mente baseava-se na esperança da renovação, ainda que atingido por golpes de clava em fúria.
A casa era o mundo, por isso se sentia sempre em casa, onde o passado e o futuro estão mais em evidência que o próprio presente. Há uma sensibilidade, uma humanidade e a vontade vagamente citada na ironia jamais agressiva de suas palavras. Palavras estas, derivadas de Calvino e intrusamente redirecionadas por aqui. Sua mente baseava-se na esperança da renovação, ainda que atingido por golpes de clava em fúria. Há momentos na história que precisa-se unir a um lado ou outro da vida. E o diário que se escreve jamais será publicado, quando seu olhar já difere do que antes pensara dos comunas italianos esquisofrênicos e dissociados. Ele lembra quando se sentiu desajustado, estranho e hostil. Há zonas de existência que não podem se expor ao sol, pois elas também se perdem. Os lugares se perdem. No entanto, as plantas eram nomeadas com etiquetas em latim. Talvez ele tenha se tornado dono daquele lugar, mas se afastou, e os lugares se perderam de suas "posses" nunca antes adquiridas. Os cenários de sua infância davam formas ao seu contemporâneo. E dizia que Paris era a voz de uma enciclopédia e que os queijos com seus particulares conceitos, pareciam oferecer-se aos pratos curiosos e salivantes. E os homens que esperavam alguma coisa um do outro, já não sabiam mais o que esperar. São as cidades invisíveis. Todas com suas realidades e ficções, em caracteres maísculos e minúsculos, que separados por pontos e virgulas, ganhavam vida em sua escrita suave, e novamente, na ironia jamais agressiva de suas palavras.
Ouça em alto e bom som: The Mars Volta - Widow
Sábado, Abril 02, 2005
ZERO
... Quando chego à única e última bagaça aberta da redondeza, tenho que aceitar a escassez da cura vital pra minha ânsia voraz e eminente.
Olá, Elisandro! "Você tem 0 mensagens". Quem é que não entra em estado de gozo profundo ao abrir a caixa de e-mail e se deparar com esse recado gentil e aniquilador? Que satisfação escandalosa! Do e-mail, vou parar no blog quase que tropeçando e lá encontro nos "Bajulações, cretinices e afins", a seguinte delicadeza: (0). Isso mesmo, essa é a somatória! (0), lê-se ZERO - o número que me afaga o ego em noites de insônia. Resta então uma útlima esperança: Orkut! Chego lá e é a mesma história, isso porque eu já sabia, pois quando a gente recebe uma mensagem no orkut, sempre chega uma notificação no e-mail, mas como a esperança é a última que desmaia, talvez, nesse meio tempo relâmpago, um filho de Deus possa ter escrito um "E aí!". Que bobagem transcendental! O cara aqui virou mucamo da net, meeeesmo! MUCAAAAAAAMO! Seu escravo!!! Então, resolvo ligar para alguém, mas como o telefone aqui é daqueles planos que ao atingir tantos minutos, a ligação discada é bloqueada automaticamente e não sou capaz de fazer um só contato - o que me faz mais uma vez, o prisioneiro consciente das minhas próprias armadilhas econômicas. Beleza! Tô bonito na foto mesmo sem perfume. Solução: comprar um cartão telefônico e enfiar o cabeção no orelhão, pois todo cabeção é digno de um orelhão! Quando chego à única e última bagaça aberta da redondeza, tenho que aceitar a escassez da cura vital pra minha ânsia voraz e eminente. Não há cartão de espécie alguma! É... Tem dias que o negócio é comer um pão com nescau, ir pra cama, e dormir na esperança de encontrar uma alma viva no dia seguinte pra te dizer aquelas duas palavrinhas: "E aí!"
Ouça em alto e bom som: Collective Soul - Forgiveness
Terça-feira, Março 29, 2005
Se-vilização
... A linha divisória das duas espécies que compartilham uma parede, não é tênue, mas sim, praticamente imperceptível.
Vamos mandar benzer a vizinhança! Se vizinhos fossem cães selvagens, acabariam rasgando um ao outro no dente. Claro, abriremos quantas exceções forem necessárias, mas o problema surge quando a civilização bate à porta do esperado cidadão, e a mesma, volta angustiada sem resposta alguma. A linha divisória das duas espécies que compartilham uma parede, não é tênue, mas sim, praticamente imperceptível. Testemunhas não me deixarão falando ao esmo e desacompanhado, muitos sabem do que falo. Sons das mais diversas e inimagináveis origens, brotam da parede ao lado. Providências foram tomadas. Antigamente tínhamos que presenciar as intimidades que vazavam aos nossos ouvidos em alto e bom som, como que ironicamente querendo parafrasear o "ouça em alto e bom som" deste blog. Graças ao bom senso, o mundo está voltando aos dias para os quais nasci. E assim vou acreditando em tentativas...
Ouça em alto e bom som: Placebo - Pure Morning
Sábado, Março 26, 2005
Tá chovendo agora
... Ouvindo o chiado flutuar ao redor.
Tá chovendo agora. Já olhei lá pra fora e deu a maior preguiça de sair. É bom ficar em casa ouvindo o chiado flutuar ao redor. Assistir filme no escuro, e vou te dizer, mesmo sozinho também é bom. Vou dizer também que, quando a chuva passar, vou olhar pra fora e sentir o cheiro que ela deixa em tudo. A gente é feliz e não sabia, ouvindo o chiado flutuar ao redor.
Ouça em alto e bom som: Lighthouse Family - Loving Every Minute
Quarta-feira, Março 23, 2005
Com ou sem alguém
Gostar é ser feliz. Paixão é prender-se a alguém. É se perder em alguém. É perder de si mesmo. E se o amor for esse sentimento derivado da paixão, é amor acompanhado de sofrimento. Agora, amar de forma desprendida da paixão é provavelmente a melhor forma de amar alguém. E esse é o amor de quem ama a família, os amigos e de todos os que nos fazem bem! Não sei se deveríamos amar quem nos "mata", talvez entender em vez de amar, porque amar é um sentimento espontâneo, logo não gostamos de quem nos faz mal. Portanto sou feliz. Quero chegar até o fim da minha vida assim... Feliz. Vai, esquece o vazio. Acho que ele só aparece quando falta o amor próprio. Não tenho religião, mas acreditar em Deus é mais um motivo de estar feliz também. Tem gente que se sente bem sendo ateu. Que fique bem assim, então. Acho também que a gente não depende de um casamento pra ser feliz. Nem de um namoro. Pode ser que você seja feliz casado(a) ou namorando, mas isso não é nenhuma regra. Também não é regra tudo o que falei, muito embora sejam constantes os exemplos. Então, vai ser feliz com ou sem alguém. Pra mim isso é o que importa.
Ouça em alto e bom som: Audioslave - What You Are
Terça-feira, Março 22, 2005
Sutileza

Não consegui evitar a pérola do aviso que vocês podem ver ao lado. Ali temos alguns ovos de páscoa. Reparem bem na foto e leiam com seus próprios olhos! "Se você quebrar, vai pagar..." PUTZ! CARACA! Isso é lindo! E olha que não é nenhuma montagem. Surtei ao ver! Tive que voltar lá pra tirar essa foto. Nussa! Tenho que fazer um curso de marketing com esse doido! Hilário! Uh huuuuuu!
Ouça em alto e bom som: Tonic - Casual Affair
Segunda-feira, Março 21, 2005
O ensaio de uma identidade
"Eu sou o que eu amo, não o que me ama"
Eu poderia parar esse exato minuto pra organizar as minhas coisas. Já parei pra pensar em tantas, enquanto esqueci tantas outras. Está tudo jogado por todas as partes e pareço não ter o controle, nem indício por onde começar. A inconstância tem me tirado o foco de qualquer parâmetro. E onde estão esses? Às vezes começo a ler um livro, pelo qual minha curiosidade faminta deveria devorá-lo sem pré-degustações, na fome de quem mata a espera longa. Mas páro, e começo a ler outro. Tenho me questionado o tempo inteiro por essas confusões e mais do que nunca, recomeçado, na intenção de encontrar um sentido. Tenho também a impressão de que minha vida é basicamente como esses livros que não sei definir o final e que perco a atenção, e logo em seguida me dá vontade de ler outro. Horas em que não sei se esperar é a solução, me sinto enganando o tempo com os cuidados de quem não quer ser percebido. Ainda assim, quero fazer acontecer, quero mover essa inércia. Vou depender de pessoas também, por isso tolero a espera. Não quero mais esperar. Vou ter que fazer a escolha sempre e assim sempre foi e assim vai sendo. Quando a cabeça está quente, ninguém vê o que está do lado, na frente ou onde quer que esteja a noção de espaço. Tempo e espaço. Essa seria a noção. São os investimentos de hoje. E quais seriam? "Eu sou o que eu amo e não o que me ama". Gostei dessa frase. Mas antes de ser, preciso sustentar minhas necessidades mais básicas. As contas não esperam. Quero brincar com a arte, saber entender uma música e sentir o gosto da comida, não quero ter pressa ao comer. Só quero namorar o que sou e imaginar o que ainda posso ser. Não há inclinação pra vida social agora em mim, sem antes o ensaio de uma identidade. Preciso definir quem eu sou ou o que sou e pra onde quero ir. Quantas vezes vou ter que nascer de novo?
Ouça em alto e bom som: Tom Waits - Dead Man Walking
Sábado, Março 19, 2005
Deixa ser
Nada de errado. Certo? Por que você me faz essa pergunta? Por quê? Eu sei o porquê. E qual é? Você se subestimou. Quando? Quando disse que foi só mais um. Ser mais um não é problema nenhum e eu nunca soube rimar. E o que foi isso, então: ser mais um, não é problema nenhum? Essa foi sem querer. Então quer dizer que você foi mais um sem querer, correto? Talvez. Sabe, eu não sei ser mais um e depois não tenho lá muita intimidade com travessões, tampouco com pontos e víruglas. E daí? Pára com isso, não é pra pensar assim. Você teve o seu tempo e ainda vai ter muito pela frente. Mas me conta o que vem pela frente. Não, isso eu não sei, não vou saber até que você me conte quando o dia chegar. Que dia? Pára de dar uma de Joãozinho sem braço! Tô falando sério, que dia? O dia em que você parar de pensar no que vai acontecer, deixa ser assim, no compasso. Descompasso, talvez. Então deixa ser.
Ouça em alto e bom som: Hootie & The Blowfish - Let Her Cry
Sexta-feira, Março 18, 2005
Velho Tarado
Até que ponto vai a libido, hein? Estava eu andando pelas ruas do centro da cidade, quando vejo um senhor em torno de seus 90 anos, quase tendo uma torção no pescoço pra olhar a bunda de uma mocinha que passava por ele. Que eu a metade da força desse velho tarado quando eu chegar à essa idade. Mas que eu seja ao menos um pouco mais discreto...
Ouça em alto e bom som: Papa Roach - Not Listening
Quarta-feira, Março 16, 2005
Transferimento¿¿¿
Não basta ser brasileiro, ler bons livros, cultuar célebres e costumazes colunistas de jornais de ponta ou ainda alimentar uma singela curiosidade pelo português bem utilizado, que atos falhos um dia irão sabotar em gafes e deslizes o mais profundo pedante que vos enrola em ligeiras aliterações. Tive a capacidade de perguntar à uma atendente de um banco, se eu deveria digitar a mesma senha que eu costumava usar para "transferimento". Cataclismos! Vejam bem, TRANSFERIMENTO!!! Tamanho disparate não poderia ter sido vomitado por minhas dissonantes cordas vocais. Que vergonha! Tentei jogar uma "transferência" logo em seguida, mas o estrago já estava feito. Acho que houve só uma testemunha, a própria atendente, espero. Aliás, agora fudeu. Já é manchete!!!
Ouça em alto e bom som: Zeu Britto - Soraia Queimada
Terça-feira, Março 15, 2005
Pra dentro de mim
Eu nunca quis te machucar e um dia a gente acaba falando ou fazendo isso. Um dia... É estranho acordar sem te ver aqui do meu lado, te confesso. Confesso tudo o que você quiser, mas acho que já disse tanto, que muitas vezes prefiro me calar. Ainda estou muito longe de aprender a me relacionar com alguém e o meu egoísmo continua assim, gritante, insuportável até. Muitos não querem ficar sós, mas no meu caso, a história tem se repetido ao longo desses anos. Acho que me acostumei à essa insuficiência. Insuficiência de ser ao menos o mínimo para o outro - o que seria talvez quase nada, mas não é. Cruel dizer isso, pior pra quem sente na pele. E não é de propósito. Faz falta ouvir sua voz e sua presença pela casa ninguém substitue. Sei que machuca, mas não consigo evitar. Não consigo evitar de ficar só. Não consigo evitar. Falo por hoje, não garanto o que vem depois. O que vem depois é sempre incerto. Ora ou outra, você me pergunta se tenho medo. Digo que não. No fundo quando penso, percebo que o maior medo sempre foi de mim mesmo, e assim você absorve, passa também a ser seu o medo. Não quero isso. Deixe essa sensação só pra mim. Uma hora me curo. Fica bem. Não vou a lugar nenhum, a não ser pra dentro de mim.
Ouça em alto e bom som: Massive Attack - Inertia Creeps
Sexta-feira, Março 11, 2005
Mudanças no brogue
Pronto, resolvi mudar esquisito! Os comentários, gritos, quaisquer que sejam as bajulações, sermões ou apenas "ois", terão um espaço único e indiscriminado ali ao lado direito. Não posso negar que fico muito feliz quando vejo alguém deixando um sinal de vida.
Há braços e reverências!
Ouça em alto e bom som: Faith No More - Ashes to Ashes
Terça-feira, Março 08, 2005
Estranho aos nossos modos
Aquele homem caminha ao final de todas as noites, logo enquanto todos sonham. Caminha pra respirar o ar solitário das manhãs que ainda não despertaram. O café amargo lhe desfaz o sono inerte e toca suas vontades mais subversivas. Ninguém o vê sair, com exceção daquela senhora do sétimo andar que nunca apaga a luz para dormir, se é que dorme sequer, e do louco que os conta meias verdades. Sob os olhos da mulher vivida, ele finge não notar que está sendo observado do alto. E parece ser do alto a origem de todas as suas ânsias, lugar extremo onde mantém sua incansável mania de dar bom dia ao sol.
Quando todos acordam, ele some. Não existe mais o personagem de imaginações ingênuas durante os gritos da cidade inquieta. Sua paciência seria notável se pudéssemos vê-lo nos dias banais de quem paga suas contas. O engraçado é que aquele homem nunca se deixou morrer. Estava ficando velho, no entanto possuia a memória suficiente o bastante para espanar as poeiras de sua mente. Não sei se alguém o conhece, é estranho aos nosso modos. A senhora do sétimo andar um dia conseguiu cruzar o seu caminho, só que esmoreceu ao tentar qualquer sorte de contato. E ele passou. Passou pela primeira, e talvez última vez.
Ouça em alto e bom som: Los Hermanos - Cara Estranho
Domingo, Março 06, 2005
Descontrole
Ela entende sua língua. Não o questiona por nada e tampouco demonstra a menor curiosidade por suas fraquezas. Não é preciso ser curiosa quando se sabe. Comunicação verbal seria redundância pra quem basta o jeito de olhar. Ela te acerta assim, sem fala ou esforço algum. Não dá pra fingir o descontrole. Voluntariamente preso à ela, você tem a liberdade mais generosa que te poderia acontecer.
Ouça em alto e bom som: Cake - Short Skirt, Long Jacket
Terça-feira, Março 01, 2005
Dormente
Minhas vontades egoístas só te alimentam o tédio. Fico pensando que talvez não devo administrar bem o tempo, dois nunca são um e nunca serão. Eu não sou capaz de ser completamente eu quando penso em você. Alguma parte vai ter que ficar sufocada e dizemos então que abrimos mão disso ou daquilo. Sufocar as vontades antigas e adquirir hábitos novos, porque é preciso satisfazer o outro. Mesmo que isso signifique esquecer os próprios caprichos. Pode ser. Aquele que esquece a si mesmo deve ser a melhor companhia, pois vai estar sempre a postos do outro. Eu sei que exagero em quase tudo, mas ouvi você falar em solidão acompanhada.
Foi um choro, é verdade, você chora, sente saudades... Saudades. Saudade não se conta nos dedos, não sei então por que vai para o plural. Escuto o seu nariz escorrendo aqui bem perto de mim, é você chorando baixinho no escuro. Não consigo mais chorar por nada. Acho que nada me comove. Acho que não consigo sentir mais pena de ninguém. Não sei qual é a dor do outro, mal sinto a minha. É estranho estar dormente por esses cantos. Me sinto nulo nesse minuto. Não existe expressão alguma no rosto, meu rosto, é claro. Agora desligo a música que me alegrava pra te dar sossego e porque você assim pediu. Amar. Amar é também se acostumar. Amar é ter muita paciência. Amar é muito mais do que penso, é talvez muito mais do que sei oferecer.
Ouça em alto e bom som: Los Hermanos - Sentimental
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
Senhas
Ouvi dizer que ela não gosta do bom gosto, nem do bom senso. Não mencione os bons modos, porque ela não gosta. Agüenta até rigores e não tem pena dos traídos, enquanto hospeda infratores e banidos. Respeita conveniências, não liga pra conchavos, suporta aparências e não gosta de maus tratos. Agüenta até os modernos e seus segundos cadernos, os caretas e suas verdades perfeitas. Agüenta os estetas, não julga competência e não liga pra etiqueta. Aplaude rebeldias, respeita tiranias e compreende piedades. Não condena mentiras nem vaidades. De tudo ela gosta um pouco. Gosta mesmo é dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo e dos que ardem.
Ouça em alto e bom som: Adriana Calcanhoto - Senhas
Domingo, Fevereiro 13, 2005
Câmara de tortura itinerante
Ônibus de viagem lotado e as duas únicas poltronas disponíveis eram de frente à porta do banheiro. Não sabíamos que estávamos prestes a passar por um dos mais rigorosos testes de resistência humana que alguém poderia sequer ter sido submetido. Passados alguns minutos, um senhor futum decide pairar em férias sobre a atmosfera interior daquele caixote que nos envolvia em uma sórdida e sufocante experiência.
Se pegássemos no sono, era pesadelo atrás de pesadelo, como que numa angustiante tentativa do cérebro em nos acordar para uma vida melhor. Era em vão o eforço. Acordar não seria uma das mais acertadas opções, pois a realidade do ambiente solapava o único quinhão de oufato que ainda restara de nossos sentidos. Comecei a pensar em Deus nesse momento tortuoso. Comecei a acreditar que tudo era possível e lembrei que cada minuto representava uma oportunidade de mudanças. Contei... Contei... Contei cada minuto e me perdi em meio a tantas horas.
Para a salvação da lavoura, o ônibus pára em uma das estações e algo acontece. Àquela altura, nós estávamos semi-desmaiados e não foi possível destrinchar os detalhes do meio termo que nos devolveu a vida em requintes de ares novos. Passado o sufoco de 20 horas, estávamos livres daquela câmara de tortura itinerante. Pronto. Foi isso. Chega.
Ouça em alto e bom som: Qualquer barulho louco de Stomp!
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Vintages
Vamos ganhar língua solta dessa vez. Não exija sentido na estranheza desses traços, pois há de convir que às vezes são tortos e não dizem lá tantas coisas. Já pediram pra escrever sobre amizade por aí, mas vem cá, esse pedido descansa há décadas em arquivos esquecidos. E olha só a barba por fazer, ela esfrega o tempo em nossas caras fatigadas, na vontade muda de nos dizer que já não somos mais crianças. E os amigos? Eles estão em seus cantos, moram aqui dentro também. Uns passam, outros ficam... Quanto tempo faz que não nos econtramos, hein?
É assim mesmo. Correria, responsabilidade por todos os poros. Planos certeiros, desencontros. Sorte à vista. Lançaram os nossos amigos janela afora nesse mundo incerto. São tantas janelas, passagens em metáforas que mal pescamos - e um vacilo pode sublimar tudo em um segundo. Errar, correr, falar de boca cheia... Ser feliz por pouca coisa. E olha que não recuso copo de requeijão, eles me lembram bons tempos lá em casa. Quero brindar em copo de requeijão quando eu assim chegar. Copos com rótulos baratos também servem vintages de Dom Perignon. Quero um brinde aos nossos dias. Um brinde às seletas safras de bons amigos que não se separam. Tim-tim.
Ouça em alto e bom som: Portishead - Roads
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
A propósito, o propósito
Ela se agarra como louca no começo, mas dez minutos é a tolerância máxima. E então, os dois querendo dormir, viram-se de costas um para o outro no ato individual de cair no sono. Quando acorda, o beijo selado e discreto evita de engolir a seco o gosto amanhecido. Tem coisas que nem a cumplicidade de velhos amores é capaz de suportar. O bafo matutino é teleguiado, impiedoso e surpreende inexplicavelmente até mesmo as mais congestionadas narinas. Não há ataque de rinite que impeça tamanho estrago.
Talvez ainda não tenhamos aprendido a amar com o nariz em horas desfavoráveis. Odores, cheiros... Gostos também entram em questão. Não sei se isso seria mais agravante que um sonoro ronco ao pé do ouvido. Descobri por ela que ronco, e não há mais pra onde correr. Agora ela sabe. Decerto escondia de mim, ou ao menos tentava amenizar a brutal verdade. E o que importa? A propósito, o melhor de tudo ainda está aqui: o propósito - amor - tão fundamental quanto sexo.
Ouça em alto e bom som: O Rappa - Linha Vermelha
Domingo, Janeiro 30, 2005
De pernas pro ar
Se eu pudesse escrever de pernas pro ar, seria a melhor forma de começar a expressar o meu atual estado de espírito. Trocadas as preocupações existenciais por alguns dias de paz perfeitamente acompanhado, tenho estado assim, vivendo, vivendo, vivendo... Mais feliz impossível. E tenho vivido. Ela está aqui. Sem mais palavras para o momento.
Ouça em alto e bom som: Stabbing Westward - Remember
Domingo, Janeiro 16, 2005
Não me peçam presentes
Pessoas querem presentes. Querem lembranças em souvenirs. O que faço ou falo, nem sempre é o bastante. Talvez porque presentes falem mais claramente pelos meus atos. Às vezes esqueço das pessoas em presentes. Muitas vezes não estou presente nesses presentes. Eles não significam nada, absolutamente nada pra mim. Eu perdi a noção. Não sei comprar pessoas, e percebi que geralmente agradar tem sido um ato que escorrega por entre meus dedos.
Não sei dar presentes. Tenho dificuldade em dizer feliz aniversário. Esqueço facilmente datas importantes. Decepcionar em demonstrações materiais é um dom que adquiri em gotas frias de tempos nublados. Peça-me um presente, e prepare-se para a decepção eminente. Diga que as pessoas ficarão magoadas se eu não touxer uma lembrança, que direi: "Vou ver o que posso fazer".
Só que a partir desse minuto, não digo mais, não sei, acordei assim, do nada, resolvi ser o que sou, resolvi fazer as coisas que realmente significam algo pra mim. Não é fácil expor sorrisos pálidos em seus músculos forçados na esperança de esticar um rosto vazio. Não esperem nada de mim. Contentem-se com o que posso ser e oferecer, deixem eu lutar por amizade, mas não me peçam presentes.
Ouça em alto e bom som: Iron & Wine - The Trapeze Swinger
Sábado, Janeiro 15, 2005
Estalo
Alguém esmagou o chão. Escutei os estalos. Um passo lento e pesado. Alguém esmagou o chão em estalos. Eu estava ali, bem perto e deitado, escrevendo apoiado contra a parede. E o chão se estalava. Era o passo que pesava. Não fosse a curiosidade do meu sono... Agora ele não ouve mais, a curiosidade dormiu. O quebrar de ossos silenciava. Não havia mais passos. A casa estava vazia, a casa, agora um acaso. E não há mais. Nada mais. Silêncio.
Ouça em alto e bom som: The Coors - Runaway
Terça-feira, Janeiro 11, 2005
Oito dias
Certo, talvez eu teria corrido sim. Mas isso é muito distante das simples hipóteses e cogitações. Quem sabe tivesse permitido o impulso. Acontece que me prendi ao amor. E estar preso à essa base, foi liberdade maior e inquestionável que me absorve em sua boca inundada. Não sabia que imaginação era tangível. Estou oito dias a frente da rotação. Você existe. E agora posso te tocar.
Ouça em alto e bom som: Live - Turn My Head
Domingo, Janeiro 09, 2005
O pai dos girinos
Já tenho 7 anos e sei que a gente um dia foi girino. A vida já começa na correria, desde que saí do saco do papai. É, eu perguntei pro meu pai de onde vim e ele me disse que saí do saco dele. Disse que eu sou um campeão, saí tão apressado que consegui chegar em primeiro lugar. Não satisfeito, continuei correndo depois de sair da barriga da mamãe, é claro, isso depois de aprender a andar. Levei cada tombo nesse negócio de aprender a andar! Ainda bem que sempre tinha uma mãozinha pra ajudar. Então quer dizer que somos parentes próximos do sapo? É claro que sim! O sapo antes de ser sapo, era girino e nadava nos rios assim como nadávamos lá na barriga quando eramos girino. Nossa, que legal! Vou perguntar pro papai como é que faz pro girino sair do saco. Tô louco pra criar os meus girininhos e ver eles crescendo lá na cisterna do quintal. Já pensou que demais quando o girino virar gente?
É como se eu pudesse plantar um monte de amigo. Espera até a Clarinha ficar sabendo da idéia. Quem sabe ela até pode querer criar os girinos comigo. Essa estória de cegonha é mesmo tudo conversa pra boi dormir. Não sei como os meninos lá do Caiçara ainda acreditam nisso! Nossa… ainda bem que meu pai sempre foi de contar as coisas pra mim. Num guento embromação. Sabe de uma coisa??? Acho que vou querer ser cientista quando crescer. Não desses que ficam criando nenem dentro do forno. Vou criar os meus próprios seres humanos usando o método antigo. Só não sei ainda como é que esse negócio funciona, mas vou caçar até achar. Ontem mesmo contei da minha idéia pra Clarinha e ela me disse que se eu quiser, a gente pode fazer a experiência lá no fundo do quintal dela. A mãe dela só não pode descobrir, porque odeia bagunça. Vocês vão ver, amanhã o mundo inteiro vai acabar me conhecendo como o pai dos girinos, e a Clarinha, com certeza, vai ser a mãe dessa minha criação.
Ouça em alto e bom som: Stone Temple Pilots - Interstate Love Song
Sábado, Janeiro 08, 2005
Agora entendo
Calei em todos os cantos da casa.
Sei que o silêncio te sufoca tanto.
Mas o que faço se não sei dizer.
Agora entendo o que você sentia.
Ouça em alto e bom som: Incubus - Warmth
Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Sapatos de bolinha e cabelos verdes
Seus sapatos de bolinha... Esses não combinam com seus cabelos verdes. Disseram que você anda trocando os passos e até mudou de identidade. Não me faz, não me faz pensar assim de você. As cores extravagantes te prendem a atenção. Seus olhos ainda precisam de estímulos pra enxergar o que é banal. Limpe suas lentes. Os pratos de porcelana que você encomendou para o natal eram delicados ao extremo. De um polo ao outro, os meses te declaram frases insensíveis. Não te querem tão frágil e vulnerável. Mas até homens cantam e choram também. Você viu! Você viu! Porém, confesso que sapatos de bolinha são estranhos por demais, ainda que sirvam bem em seus pés. E se eles lhe fazem assim tão feliz, então por que é que você ainda continua pisando em falso?
Ouça em alto e bom som: Soundgarden - Black Hole Sun
Segunda-feira, Janeiro 03, 2005
Não fale a minha língua
Alguém passou e me ouviu cantar alto. Espero que não fale a minha língua.
Ouça em alto e bom som: Dave Matthews Band - Crash
Domingo, Janeiro 02, 2005
De todas as vontades preenchidas
Você disse que eu poderia lavar as minhas roupas em sua casa se eu quisesse. Nossa, que sensação gostosa. Não que seja gostoso lavar roupa, mas é difícil achar algo que se compare ao sentir que faço parte de seus cuidados. Lavar roupa é um saco, mas em sua companhia acho que seria tudo. Falei "acho", pelo simples fato de lavar uma roupa, no entanto, não tenho dúvidas de que sua companhia é a melhor de todas as vontades preenchidas.
Ouça em alto e bom som: Muse - Feeling Good
Sábado, Janeiro 01, 2005
Alérgico à realidade
Esse garotinho é alérgico à realidade. Vejam só o que ele fez com a camiseta. Vestiu ela do avesso e agora sai espalhando por aí que as pessoas o enxergam da mesma forma, como um pedaço esdrúxulo de tecido em seus equivocados modos de usar. Ele me disse que todos usam a camiseta com a estampa pra fora, e que se a parte de dentro está exposta, a rejeição é inevitável. Mas ele não dá bola, decidiu se adaptar ao mundo de sua forma, pois a realidade é estranha às vezes, e é assim que ele quer viver por esses dias.
Ouça em alto e bom som: Stabbing Westward - I Remember
Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
Matei mais um demônio
Estou aprendendo a matar os meus demônios. Acordei mais uma vez durante o dia. Sim, durmo durante o dia, porque a noite não pode esperar. Demônios são clássicos em suas danças e querem nossos relicários. O mal é a face do bem que se distorce. Somos os dois lados. Matei mais um demônio. Estou me sentindo melhor. Meus demônios estão velhos e não são tão mais populares. Eles me libertam, porque morrem. Matei mais um demônio.
Ouça em alto e bom som: Nando Reis - Por Onde Andei
Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Por mais dez minutos
Você tem mais vinte minutos pra dormir. Quer dizer, agora na verdade são dez. É, realmente. Nem tinha reparado. Mas tudo bem, eu viro pro lado e quando o celular tocar, aperto o soneca, cê me entende? Aquele que te deixa dormir por mais dez minutos. Ah, sei. Pára de olhar no relógio! Desse jeito você não dorme nem dez minutos. E o que são dez minutos? Sei lá, só sei que dá moleza. Pra te ser sincero, nem tô dormindo. Tô escrevendo isso aqui. Ah, é? É. E por que os seus diálogos não têm travessão? Porque não mudei de personagem, ainda tô falando comigo mesmo. Entendi. Que bom, né? Que bom que você tem alguém assim tão íntimo pra trocar idéias e confissões. Eu sei, mas tem horas que nem dou valor a isso. Tem horas que não percebo quem eu sou, porque no fundo ando confuso com minha vida profissional. Ó, o celular tá despertando. Valeu, brigado. Já coloquei no soneca. Então são mais dez minutos? Isso, são mais dez minutos.
Ouça em alto e bom som:Marisa Monte - Diariamente
Sábado, Dezembro 25, 2004
Vou limpar esses cantos
Vou ter que parar um minuto. Vou ter que limpar tudo isso aqui e organizar as coisas que ainda estão faltando. Vou ter que parar um minuto. Não quero parar um minuto e ficar no meio do caminho. Não quero demorar em dúvidas. Aliás, elas acabaram de passar. Passei pelas dúvidas. Vou limpar esses cantos, preciso cumprir a minha parte, vou limpar esses cantos.
Ouça em alto e bom som:Pugna Puff - Não sei dizer

